quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Brasil tem maior lucro dos Bric com cartões

Brasil tem maior lucro dos Bric com cartões
24/11/2010
Entre os países que compõem o bloco dos Bric (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o segundo maior mercado em cartões emitidos e volumes movimentados. É o último da lista em financiamento no crédito rotativo, mas no quesito lucratividade, ocupa o primeiríssimo lugar.

Essa fotografia faz parte de estudo da consultoria inglesa Lafferty, presente em mais de 65 países e que, recentemente, se estabeleceu no país por meio de uma "joint venture" com a Partner Conhecimento. A partir do escritório local vai prestar serviços de consultoria para outros mercados da América Latina e do Caribe.


De acordo com o levantamento, o Brasil fechou 2009 com 567 milhões de cartões, entre crédito, débito e unidades emitidas por lojistas ("private label"), gerando uma movimentação financeira de US$ 128,5 bilhões. A China tinha então 1,8 milhão de plásticos, com quase o dobro do giro brasileiro, o equivalente a US$ 293,1 bilhões. Enquanto o consumidor local gastou, em média, US$ 937 por cartão que levava na carteira, o chinês teve uma despesa de US$ 1,538 mil.

Mas quando se fala em financiar compras por meio do cartão, usando-o efetivamente como ferramenta de crédito, o Brasil teve o pior desempenho, com uma média, por cartão, de US$ 192 no rotativo, enquanto Índia

(US$ 278), Rússia (R$ 553) e China (R$ 616) estão à frente.

Isso não impediu, porém, que o país liderasse em rentabilidade, com um lucro por cartão de US$ 20 no ano, seguido pela Índia, com US$ 12 e pela Rússia, com US$ 5. A China, por sua vez, teve prejuízo de US$ 1 por cartão. Nessa conta foram excluídos os cartões de loja no Brasil. Já o lucro antes de impostos do conjunto de empresas que atuam na cadeia de meios eletrônicos de pagamentos também foi mais favorável para o país, com um resultado anual de US$ 3,75 bilhões, com a Índia em segundo lugar com distantes US$ 250 milhões. Para se chegar a esses números a Lafferty considerou itens como receitas obtidas com credenciamento, com juros, comissões e tarifas de transações no auto-atendimento.

Os números excepcionais do Brasil explicam por que o mercado local entrou no radar dos investidores estrangeiros, disse o presidente do Lafferty Group, Michael Lafferty, que está no país para uma série de apresentações, acompanhado de especialistas do Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. "O Brasil sabe como ganhar dinheiro com esse negócio." Para ele, possíveis mudanças regulatórias no setor não diminuem a atratividade porque esse tipo de risco existe em qualquer mercado. É o que ocorre nos Estados Unidos, país onde nasceu o cartão de crédito e cujo setor ainda passa por mudanças.

Entre os interessados em conhecer melhor o mercado brasileiro estão, principalmente, empresas do ramo de credenciamento, tecnologia, comércio eletrônico e de pagamento móvel.

Um nome já certo para ingressar no país é a americana Global Payments, que na sua última teleconferência de resultados, em outubro, revelou costurar uma parceria com um banco brasileiro para começar do zero uma operação no ramo de captura de transações.





Fonte: Adriana Cotias, Valor Econômico - SP

domingo, 6 de junho de 2010

Cresce uso de TED e cartão de crédito









Cresce uso de TED e cartão de crédito

Apesar de o número de contas correntes e de poupança ter crescido de 216 milhões em 2008 para 225 milhões em 2009, a utilização de cheques caiu 11,5% e hoje respondem por apenas 2% das transações, com um volume de 1,2 bilhão de cheques processados.

A base de usuários de cartão de crédito teve um aumento de cerca de 10% no ano passado, de 124 milhões para 136 milhões. O volume de transações com esse meio de pagamento passou de 2,2 bilhões para 2,5 bilhões e o valor médio aumentou de R$ 215 para R$ 256.

As transferências interbancárias acima de R$ 5 mil, realizadas por TEDs, aumentaram 10%. O número de bloquetos compensados cresceu 7%, metade do percentual verificado entre 2007 e 2008. Segundo Gustavo Roxo, diretor de TI da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) a redução do limite mínimo para TEDs, que neste mês passa de R$ 5 mil a R$ 3 mil, deve implicar um aumento mais expressivo de transações neste ano.

Consumo das classes C, D, E deve crescer o dobro














Consumo das classes C, D, E deve crescer o dobro, diz Fecomercio

04/06/2010

O consumo de produtos e serviços nas classes C, D, E deve crescer o dobro do projetado para as classes A e B, segundo pesquisa da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), divulgada na última quarta-feira (02). A projeção considera que o crescimento do consumo das famílias de faixas de renda até dez salários mínimos (R$ 5.100) deve se manter entre 7% e 8% ao ano no período de 2010 a 2013.

Entre as famílias com renda superior a dez mínimos, o ritmo de expansão do consumo deve ser de 4% ao ano até 2013. Os cálculos levam em conta previsões de crescimento do PIB.

De acordo com o professor de finanças da FGV-EAESP, Fabio Gallo Garcia, essa alta de consumo pode ser explicada devido à melhoria das condições macroeconômicas do País. "Diversos indicadores econômico-sociais vindos do IBGE e da FGV têm dado conta que há um
substancial crescimento principalmente da classe C. As classes C, D e E têm entrado fortemente no consumo graças à melhoria das condições macroeconômicas do Brasil. Programas de incentivo ao consumo com redução de impostos, como aconteceu com veículos, linha branca, móveis e material de construção, levou a uma saída da crise financeira de maneira mais rápida que outros países. A estabilização econômica, aliada ao forte consumo das famílias trouxe mais empregos."

Gallo destaca ainda que "A lista de consumo embora com um grande número de produtos, deve ter como campeões neste ano, os televisores tela plana, os celulares que reúnem várias mídias e computadores".

sábado, 22 de maio de 2010

Redecard fecha parceria para a captura de transações da Hipercard






13/05/2010

A Redecard fechou uma parceria com a Hipercard com o objetivo de capturar as transações da Hipercard. A Hipercard possui 470 mil estabelecimentos comerciais credenciados, mais de 13 milhões de cartões emitidos. O serviço estará disponível ainda no primeiro semestre e evoluirá para um acordo de processamento mais amplo no decorrer dos próximos 12 meses.

Com a Hipercard, a Redecard acumula 17 bandeiras de cartões. A parceria também fortalece a presença nacional da Hipercard, que ampliará sua rede de aceitação, respeitando o seu modelo de operação atual.

Segundo Roberto Medeiros, presidente da Redecard, “ao incluir em seu portfólio a bandeira Hipercard, que é bastante representativa no mercado, a Redecard traz mais negócios para seus lojistas. A Hipercard, por sua vez, ganhará presença em regiões nas quais ainda não tem muita penetração, oferecendo uma maior aceitação para os clientes de seu cartão”.

“Esta parceria vai beneficiar toda a família Hipercard, desde os clientes do nosso cartão, que terão uma rede de aceitação muito maior, até os nossos parceiros lojistas, que poderão diminuir seus custos e simplificar suas vendas com menos máquinas no seu balcão”, diz Ivo Vieitas, diretor executivo da Hipercard.

A parceria com o Hipercard está totalmente alinhada à estratégia da Redecard de levar aos lojistas maior comodidade e a mais ampla oferta de bandeiras.

“Somos uma empresa que já nasceu multibandeira e que, portanto, está habituada a oferecer mais oportunidades de vendas aos lojistas. Além disso, estamos na vanguarda no que se refere ao lançamento de meios inovadores e complementares de pagamento eletrônico no Brasil. Este acordo aumentará ainda mais a capacidade de processamento da Redecard, reforçando seu parque tecnológico, em linha com o plano de investimento que a companhia vem desenvolvendo para a abertura do mercado.”, afirma Medeiros.

O negócio segue a tendência do mercado e a proposta de autorregulamentação do setor: otimizar a infraestrutura e reduzir custos para os lojistas. Com esta parceria, o Hipercard estará em centenas de milhares de novos estabelecimentos. “Passaremos a oferecer aos nossos clientes uma rede de aceitação tão ampla quanto a de nossos concorrentes. Com isso, nossa participação de mercado pode aumentar já no início de 2011”, afirma Vieitas.

Brasileiros preocupados com informações de seus cartões


84% dos brasileiros estão preocupados com informações de seus cartões de crédito e débito, diz pesquisa
21/05/2010

De acordo com a última edição da pesquisa "Índice de Segurança Unisys para o Brasil", 84% dos brasileiros estão seriamente preocupados no que se refere à obtenção e uso por outras pessoas de informações de seu cartão de crédito e débito. Apenas 16% têm alguma preocupação ou nenhuma. Na edição anterior, 69% das pessoas indicavam séria preocupação em ter seus dados de cartões bancários usados irregularmente.

Realizado em março deste ano, o índice mostra o nível de preocupação dos brasileiros em relação à segurança nacional, segurança financeira, segurança na Internet e segurança pessoal. O estudo é elaborado desde 2007 e está em sua sexta edição.

O item do estudo que questiona a preocupação do brasileiro com relação à ocorrência de epidemia no Brasil indica que 79% das pessoas estão seriamente preocupadas com isso; 15% têm alguma preocupação com o tema e somente 6% mostraram não temer o problema. Na última edição da pesquisa, esse índice apontava que 62% dos brasileiros estavam seriamente preocupados com a ocorrência de uma epidemia.

Com relação à segurança de transações financeiras online, 51% dos brasileiros estão seriamente preocupados com o assunto; 20% demonstram alguma preocupação e 21% apontaram despreocupação com o item; 8% não souberam responder. Ano passado, na última pesquisa, 36% disseram estar seriamente preocupados.

No que tange à segurança pessoal nos próximos seis meses, o número de pessoas seriamente preocupadas com o assunto passou de 40% (apurado na última edição da pesquisa) para 64% . Nesta edição, 22% apresentaram alguma preocupação e 13% nenhuma; 1% não respondeu a questão.

O "Índice de Segurança Unisys para o Brasil" é feito com base em uma pesquisa, por telefone, com 1.500 pessoas, entre 18 e 65 anos de idade, metade homens, metade mulheres. Os entrevistados são selecionados aleatoriamente em famílias das principais regiões metropolitanas do Brasil, das classes A, B e C. As entrevistas são realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre e Salvador. O levantamento da Unisys é conduzido pelo Lieberman Research Group e acontece simultaneamente em vários países.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

VisaNet prepara mudança de nome


VisaNet vê crescimento longo e prepara mudança de nome


O maior uso de cartões de débito e de crédito, combinado com o crescimento econômico, permitirá à VisaNet seguir se expandindo a uma taxa superior a dois dígitos nos próximos seis a sete anos, disse nesta quinta-feira o presidente da companhia, Rômulo Dias.

Segundo o executivo, a despeito da reforma regulatória que o governo pretende introduzir para aumentar a concorrência no credenciamento de lojas, segmento hoje dominado por VisaNet e Redecard, a contínua migração para meios eletrônicos, deixa espaços enormes de crescimento no setor.

"Continuaremos crescendo a uma taxa de dois dígitos por cerca de 6, 7 anos", disse a jornalistas em teleconferência sobre os resultados da empresa no terceiro trimestre.

A companhia reportou na quarta-feira à noite que teve lucro líquido de R$ 396,7 milhões entre julho e setembro, resultado 34,8% superior ao de igual período de 2008, movimento patrocinado pelo aumento de 21,3% do volume financeiro de transações, para R$ 54,2 bilhões.

Líder no setor e hoje a única credenciadora de lojas para os cartões Visa, a companhia prevê fechar 2009 com um avanço de 20,5% a 22,5% no volume financeiro de operações, taxa superior à taxa anualizada expansão da indústria, que foi de 18% até Setembro.

Segundo Dias, além do maior uso dos cartões para pagamentos de compras, em detrimento de cheque e dinheiro, a companhia se beneficiou também de ter ampliado a presença em regiões que registram taxas de crescimento econômico superiores à média do país. "Há regiões no Nordeste que estão crescendo mais do que a China", disse.

Novo cenário, novo nome

Preparando-se para um cenário de maior concorrência, que porá fim a contratos de exclusividade, permitindo que cada credenciador possa operar com várias bandeiras, a VisaNet deve anunciar nos próximos meses a mudança de seu nome.

"Estamos pensando em mudar de nome. Dentro de algum tempo, faremos em momento oportuno e apropriado a comunicação", disse Dias.

"Já somos multi bandeiras e também vamos capturar [a bandeira] MasterCard, mas ainda não temos expectativa para quando isso vai acontecer", acrescentou.

Assim como a Redecard sinalizou nesta semana, em teleconferência com analistas, o executivo da VisaNet também acredita que as despesas da companhia com marketing vão crescer, embora não tenha estimado quanto.

da Reuters

MasterCard lança contact-less


MasterCard lança programa de pagamentos sem contato no transporte público

A MasterCard Worldwide, a Credicard e a Redecard anunciam o lançamento do primeiro programa de pagamentos sem contato no transporte público do Brasil e da América Latina, o cartão Credicard MasterCard PayPass, que pode ser usado, também, em vários tipos de estabelecimentos.

Inicialmente, os portadores dos cartões de crédito Credicard, com a bandeira MasterCard, poderão fazer as transações sem contato no
bondinho do Pão de Açúcar, na rede de trens da Supervia, na rede de cinemas UCI, na rede de fast-food McDonald´s e em estacionamentos Estapar/Riopark, no Rio de Janeiro. Em breve, usuários do metrô da cidade também poderão utilizar o produto. Esses estabelecimentos já integram a rede credenciada pela Redecard e, nos próximos meses, novos estabelecimentos serão incorporados.

MasterCard PayPass é uma forma de pagamento que não requer a passagem do cartão no leitor da tarja magnética para compras de até R$ 50. “Acreditamos e estamos investindo no mercado brasileiro ao trazer uma solução inovadora, oferecendo ao consumidor uma maneira mais simples, rápida e segura de efetuar as compras”, explica Gilberto Caldart, presidente da MasterCard Brasil.

“O objetivo da MasterCard com o pagamento sem contato não é apenas substituir as atuais tecnologias de pagamento, mas utilizá-la em segmentos nos quais o cartão não é utilizado em todo o potencial. MasterCard PayPass substitui o dinheiro e cheque, abre novas categorias de aceitação para estabelecimentos, aumenta a utilização em transações de pequeno valor e cria oportunidades de negócios para os bancos que emitem nossos cartões”, acrescenta Caldart.