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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pagamento mínimo da fatura sobe para 15% e chegará a 20%


Medida, válida a partir de junho de 2011, faz parte das novas regras para o setor de cartões de crédito determinadas pelo Banco Central

O usuário de cartão de crédito vai ter de desembolsar um pouco mais quando decidir realizar apenas o pagamento mínimo de sua fatura de cartão de crédito. A partir de junho de 2011, o percentual subirá para 15%. A exigência passará para 20% partir de 1º de dezembro do ano que vem. Atualmente, o consumidor pode arcar com somente 10% do total da fatura mensal, pagando juros sobre o restante.

As novas regras foram estabelecidas em portaria editada na última semana pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) – órgão composto pelos ministérios do Planejamento e da Fazenda e pelo Banco Central – e determinam ainda que as administradoras devem notificar seus clientes sobre as mudanças a partir de 1º de março do próximo ano.

Entre as demais medidas, está a que determina que as empresas emissoras dos plásticos enviem aos clientes uma lista detalhada de valores e serviços relacionados ao cartão com antecedência de 45 dias do início da cobrança. Também deverão ser informados reajustes de alguma tarifa.

De acordo com o BC, as medidas foram tomadas para evitar o endividamento do consumidor, já que os juros cobrados no rotativo do meio de pagamento estão entre os mais caros da praça. Pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade) mostra que a taxa média do cartão está em 10,69% ao mês (238,30% ao ano) – o maior patamar verificado desde junho de 2000.

Também a partir do ano que vem, o setor só poderá cobrar cinco tipos de tarifas dos clientes de cartão de crédito. Atualmente, são cerca de 80 taxas distintas, segundo informou o BC. Os bancos só poderão cobrar taxas referentes à anuidade, emissão de 2ª via, saque em dinheiro na função crédito, pagamento de contas e avaliação do limite de crédito do cliente. A medida é valida a partir de 1º de junho de 2011 para cartões emitidos após esta data. Já para antigos, as regras passam a valer em 1º de junho de 2012.

Anuidade mais barata

As novas regras de padronização de tarifas e serviços de cartões também estabelecem que os bancos terão de oferecer ao consumidor um modelo de mais básico, com anuidade mais barata. Para garantir a anuidade menor, o cartão terá apenas função pagamento em locais credenciados. Os plásticos que oferecem mais serviços ou benefícios, como aqueles que incluem programas de milhagem, serão classificados como “diferenciados”.

A ProTeste (Associação de Consumidores) avalia que as medidas anunciadas pelo BC para os cartões de crédito “são insuficientes para resolver os problemas do setor”. Para a entidade, “é preciso uma regulamentação mais rígida do setor, especialmente no que se refere à cobrança de preços diferenciados para pagamento com cartão de crédito”.

Operação da PF contra clonagem de cartões de crédito cumpre mandados de busca em Pelotas.


09/12/2010

Serão cumpridos 11 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a Operação Sem Limites para desarticular organização criminosa especializada em clonagem de cartões de créditos e outras fraudes financeiras.
Serão cumpridos 11 mandados judiciais de prisão, 10 no Rio de Janeiro e um em São Paulo, e 20 mandados de busca e apreensão, sendo cinco em Pelotas, dois em São Paulo e 13 no Rio de Janeiro.
A operação teve início em julho, com a prisão em flagrante de duas pessoas do Rio de Janeiro por descaminho, em barreira realizada pela Receita Federal e pela Polícia Rodoviária Federal na cidade de Arroio Grande, no sul do Estado.
No decorrer das investigações, foi constatado o envolvimento de outras pessoas, também da cidade do Rio de Janeiro, que seriam as responsáveis pela aquisição das mercadorias apreendidas e pela clonagem de cartões para o pagamento. Outros envolvidos, principalmente no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro também foram identificados.
Três pessoas já haviam sido presas, em setembro, ao desembarcar na rodoviária de Porto Alegre, vindos de Pelotas, na posse de cartões clonados e máquinas para fraudar cartões bancários.
O bando agia inserindo máquinas de cartões de créditos adulteradas (popularmente conhecidas como "chupa-cabras") no comércio estabelecido. Depois, a máquina é retirada para obter os dados dos clientes. De posse desses dados, são confeccionados os cartões de créditos para consumo no comércio nacional e internacional, além de saques em dinheiro no exterior.
ZERO HORA

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MasterCard e Vivo lançam pagamento via celular



30/11/2010

São Paulo - A MasterCard, o Banco Itaú, a operadora de telefonia Vivo e a credenciadora de lojistas Redecard anunciaram hoje o lançamento de uma plataforma que permite pagamentos com o celular. O sistema foi desenvolvido no exterior pela MasterCard e o Brasil será o primeiro país do mundo a usar a plataforma, afirma o presidente da MasterCard, Gilberto Caldart.

A cidade de São José dos Campos (SP) foi escolhida para o início das operações, previsto para janeiro. O Itaú e a Vivo vão convidar 30 mil clientes do município para usar o produto. A Redecard está preparando mil lojistas locais, que vão receber um celular já com a nova tecnologia, segundo o diretor executivo de marketing e produtos da empresa, Alessandro Raposo.

Para o consumidor, a Vivo vai enviar um chip novo, que transforma o celular em cartão de crédito. O Itaú vai habilitar o número do cartão dentro desse chip. Com isso, a transação pode ser feita. Segundo Caldart, a novidade dessa plataforma é que o cliente é que começa a transação, por isso é uma forma de pagamento indicada para entregas em domicílio, táxis, distribuidores e vendedores porta a porta.

Para fazer o pagamento, o cliente abre o aplicativo no celular e cria uma senha especifica. Quando fizer uma compra, abre esse aplicativo, digita o código do comércio, o valor do pagamento, a senha do cartão e escolhe se vai pagar via crédito ou débito. No mesmo momento, o lojista recebe a confirmação do pagamento em seu celular, via mensagem de texto, segundo o vice presidente de marketing da Vivo, Hugo Janeba.

A cidade de São José dos Campos foi escolhida para o início das operações, segundo Caldart, porque é um centro tecnológico, tem população jovem e universidades de ponta. Em um segundo momento, o produto será levado para outros municípios. A tecnologia criada é aberta e pode ser usada por outras operadoras de telefonia, em todos os tipos de celulares e qualquer banco pode participar, diz o executivo. Além de pagamentos, também é possível fazer recarga de celular pelo próprio aparelho.

Na fase inicial, não haverá custos para os clientes que aderirem. Mas a ideia é que esse tipo de operação seja cobrada dos usuários, desde o novo chip até uma taxa por transação. "Vamos ver nessa primeira fase quanto o consumidor vai querer pagar por esse serviço", diz o diretor da área de cartões do Itaú, Fernando Teles.

As quatro empresas começaram as conversas para lançar o produto há dois anos. O anuncio feito hoje segue estratégia da Cielo, que se juntou à operadora Oi em setembro, para criarem uma empresa de pagamentos via celular.

Altamiro Silva Júnior
Fonte: Agência Estado

BC estabelece valor mínimo para financiamento da fatura


25/11/2010
Valor não poderá ser menor que 15% do total

O Banco Central (BC) estabeleceu, por meio de Circular editada, que o valor mínimo para pagamento mensal da fatura de cartão de crédito não poderá ser inferior a 15% do saldo total da fatura. A nova medida deve ser adotada a partir de junho do ano que vem e, posteriormente, em dezembro de 2011, o valor mínimo não poderá ser inferior a 20% do valor total.

As instituições devem divulgar esse novo cronograma de pagamentos mínimos aos seus clientes a partir de 1º de março de do próximo ano. Além disso, foram estabelecidas regras para a remessa de informações relativas a tarifas ao BC.

Entre elas a que estipula o encaminhamento da relação dos serviços prioritários relacionados a cartão de crédito e respectivos valores com observância do prazo de 45 dias antes do início da cobrança, nos casos de majoração do valor e de início de cobrança de nova tarifa. O atual prazo de trinta dias fica mantido para os demais serviços.

Em nota, a Associação Brasileira de Cartões de Crédito e serviços (Abecs) reforçou que “o processo de regulação e autorregulação do setor é um passo importante” no sentido de aperfeiçoar o mercado. A instituição se mostrou disposta a colaborar com a definição e implementação das novas medidas.

Banco do Brasil lança Ourocard Visa TravelMoney

24/11/2010

O Banco do Brasil passará a emitir o Ourocard Visa TravelMoney, cartão pré-pago de viagem para pagar despesas em viagens ao exterior. O cartão permite que o viajante faça uma pré-carga em dólar ou euro e utilize-o em mais de 200 países e territórios ao redor do mundo.

O novo cartão será lançado na segunda, dia 29, para os mais de 33 milhões de correntistas do Banco do Brasil e a expectativa do banco é vender 200 mil unidades por ano.

Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de novos negócios e varejo do BB, esclarece que a operação é semelhante à realizada com cartão de crédito e débito. Segundo ele, inicialmente o produto estará disponível para correntistas do BB, mas que logo também poderá ser contratado por não correntistas.

De acordo com a Boanerges & Cia Consultoria em Varejo Financeiro, em 2009 o segmento de pré-pagos no Brasil movimentou R$ 77 bilhões, sendo R$ 32 bilhões em telefonia. A projeção da consultoria é que o segmento atinja o faturamento de R$ 369 bilhões em 2020.

Segurança e Conveniência

Para Percival Jatobá, diretor executivo de produtos da Visa do Brasil, o Visa TravelMoney é um produto inovador, uma vez que vem substituir os pagamentos com dinheiro em espécie e travelers checks devido à sua segurança, conveniência e controle financeiro que proporciona aos viajantes.

Para adquirir o Ourocard Visa TravelMoney, basta ser correntista do Banco do Brasil e dirigir-se a uma das agências BB habilitadas a operar com câmbio manual, que estão localizadas em lugares de maior demanda pela compra de moeda estrangeira, como em aeroportos internacionais.
Atualizado às 17:40 hs

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Brasil tem maior lucro dos Bric com cartões

Brasil tem maior lucro dos Bric com cartões
24/11/2010
Entre os países que compõem o bloco dos Bric (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o segundo maior mercado em cartões emitidos e volumes movimentados. É o último da lista em financiamento no crédito rotativo, mas no quesito lucratividade, ocupa o primeiríssimo lugar.

Essa fotografia faz parte de estudo da consultoria inglesa Lafferty, presente em mais de 65 países e que, recentemente, se estabeleceu no país por meio de uma "joint venture" com a Partner Conhecimento. A partir do escritório local vai prestar serviços de consultoria para outros mercados da América Latina e do Caribe.


De acordo com o levantamento, o Brasil fechou 2009 com 567 milhões de cartões, entre crédito, débito e unidades emitidas por lojistas ("private label"), gerando uma movimentação financeira de US$ 128,5 bilhões. A China tinha então 1,8 milhão de plásticos, com quase o dobro do giro brasileiro, o equivalente a US$ 293,1 bilhões. Enquanto o consumidor local gastou, em média, US$ 937 por cartão que levava na carteira, o chinês teve uma despesa de US$ 1,538 mil.

Mas quando se fala em financiar compras por meio do cartão, usando-o efetivamente como ferramenta de crédito, o Brasil teve o pior desempenho, com uma média, por cartão, de US$ 192 no rotativo, enquanto Índia

(US$ 278), Rússia (R$ 553) e China (R$ 616) estão à frente.

Isso não impediu, porém, que o país liderasse em rentabilidade, com um lucro por cartão de US$ 20 no ano, seguido pela Índia, com US$ 12 e pela Rússia, com US$ 5. A China, por sua vez, teve prejuízo de US$ 1 por cartão. Nessa conta foram excluídos os cartões de loja no Brasil. Já o lucro antes de impostos do conjunto de empresas que atuam na cadeia de meios eletrônicos de pagamentos também foi mais favorável para o país, com um resultado anual de US$ 3,75 bilhões, com a Índia em segundo lugar com distantes US$ 250 milhões. Para se chegar a esses números a Lafferty considerou itens como receitas obtidas com credenciamento, com juros, comissões e tarifas de transações no auto-atendimento.

Os números excepcionais do Brasil explicam por que o mercado local entrou no radar dos investidores estrangeiros, disse o presidente do Lafferty Group, Michael Lafferty, que está no país para uma série de apresentações, acompanhado de especialistas do Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. "O Brasil sabe como ganhar dinheiro com esse negócio." Para ele, possíveis mudanças regulatórias no setor não diminuem a atratividade porque esse tipo de risco existe em qualquer mercado. É o que ocorre nos Estados Unidos, país onde nasceu o cartão de crédito e cujo setor ainda passa por mudanças.

Entre os interessados em conhecer melhor o mercado brasileiro estão, principalmente, empresas do ramo de credenciamento, tecnologia, comércio eletrônico e de pagamento móvel.

Um nome já certo para ingressar no país é a americana Global Payments, que na sua última teleconferência de resultados, em outubro, revelou costurar uma parceria com um banco brasileiro para começar do zero uma operação no ramo de captura de transações.





Fonte: Adriana Cotias, Valor Econômico - SP

domingo, 6 de junho de 2010

Cresce uso de TED e cartão de crédito









Cresce uso de TED e cartão de crédito

Apesar de o número de contas correntes e de poupança ter crescido de 216 milhões em 2008 para 225 milhões em 2009, a utilização de cheques caiu 11,5% e hoje respondem por apenas 2% das transações, com um volume de 1,2 bilhão de cheques processados.

A base de usuários de cartão de crédito teve um aumento de cerca de 10% no ano passado, de 124 milhões para 136 milhões. O volume de transações com esse meio de pagamento passou de 2,2 bilhões para 2,5 bilhões e o valor médio aumentou de R$ 215 para R$ 256.

As transferências interbancárias acima de R$ 5 mil, realizadas por TEDs, aumentaram 10%. O número de bloquetos compensados cresceu 7%, metade do percentual verificado entre 2007 e 2008. Segundo Gustavo Roxo, diretor de TI da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) a redução do limite mínimo para TEDs, que neste mês passa de R$ 5 mil a R$ 3 mil, deve implicar um aumento mais expressivo de transações neste ano.

sábado, 22 de maio de 2010

Brasileiros preocupados com informações de seus cartões


84% dos brasileiros estão preocupados com informações de seus cartões de crédito e débito, diz pesquisa
21/05/2010

De acordo com a última edição da pesquisa "Índice de Segurança Unisys para o Brasil", 84% dos brasileiros estão seriamente preocupados no que se refere à obtenção e uso por outras pessoas de informações de seu cartão de crédito e débito. Apenas 16% têm alguma preocupação ou nenhuma. Na edição anterior, 69% das pessoas indicavam séria preocupação em ter seus dados de cartões bancários usados irregularmente.

Realizado em março deste ano, o índice mostra o nível de preocupação dos brasileiros em relação à segurança nacional, segurança financeira, segurança na Internet e segurança pessoal. O estudo é elaborado desde 2007 e está em sua sexta edição.

O item do estudo que questiona a preocupação do brasileiro com relação à ocorrência de epidemia no Brasil indica que 79% das pessoas estão seriamente preocupadas com isso; 15% têm alguma preocupação com o tema e somente 6% mostraram não temer o problema. Na última edição da pesquisa, esse índice apontava que 62% dos brasileiros estavam seriamente preocupados com a ocorrência de uma epidemia.

Com relação à segurança de transações financeiras online, 51% dos brasileiros estão seriamente preocupados com o assunto; 20% demonstram alguma preocupação e 21% apontaram despreocupação com o item; 8% não souberam responder. Ano passado, na última pesquisa, 36% disseram estar seriamente preocupados.

No que tange à segurança pessoal nos próximos seis meses, o número de pessoas seriamente preocupadas com o assunto passou de 40% (apurado na última edição da pesquisa) para 64% . Nesta edição, 22% apresentaram alguma preocupação e 13% nenhuma; 1% não respondeu a questão.

O "Índice de Segurança Unisys para o Brasil" é feito com base em uma pesquisa, por telefone, com 1.500 pessoas, entre 18 e 65 anos de idade, metade homens, metade mulheres. Os entrevistados são selecionados aleatoriamente em famílias das principais regiões metropolitanas do Brasil, das classes A, B e C. As entrevistas são realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre e Salvador. O levantamento da Unisys é conduzido pelo Lieberman Research Group e acontece simultaneamente em vários países.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cartão de crédito representa mais de 1/3 das dívidas


Cartão de crédito representa mais de 1/3 das dívidas, diz Serasa

O cartão de crédito é responsável por 36,8% do total de endividamento dos consumidores, segundo uma pesquisa divulgada pela Serasa Experian nesta quarta-feira (28), durante evento de crédito e cobrança realizado em São Paulo.

De acordo com o estudo, apesar do cartão ser responsável pela maioria das dívidas, é também o produto que mais gera regularização de inadimplentes, com índice de 41,7% de recuperação. “A explicação para isso é que os consumidores priorizam o pagamento das dívidas do cartão para poderem comprar novamente, sem precisar utilizar dinheiro vivo”, afirma Laércio de Oliveira Pinto, presidente de negócios pessoa jurídica da Serasa Experian.

Em segundo lugar entre os maiores causadores de inadimplência está o varejo (lojas e supermercados), que concentra 20,4% dos devedores. “O varejo é o destaque negativo, já que concentra boa parte dos inadimplentes e seu índice de recuperação de crédito é de apenas 8,7%”, diz o executivo.

A pesquisa constatou também que a maioria dos devedores (60%) tem renda de até R$ 1 mil e 90,8% tem filhos. “Os inadimplentes se definiram como compradores impulsivos. Mesmo sabendo da dificuldade de pagar, a vontade é incontrolável”, afirma Oliveira.

Em relação às dívidas regularizadas, 40% era de até R$ 500 e 16,5% variava de R$ 500 a R$ 1 mil, de acordo com o levantamento.

Outro ponto apontado no estudo é a utilização de internet pelos inadimplentes. A pesquisa constatou que 60,4% dos devedores acessa a internet regularmente. “Isso nos faz estudar novas formas de envio de correspondências para essas pessoas, como por e-mail, por exemplo”, diz Oliveira.

O Serasa ouviu consumidores inadimplentes de todas as classes sociais nas capitais e grandes cidades do País.

Por Diego Lazzaris

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Redecard analisa medidas do BC




Medidas do BC para cartões podem levar setor a autorregulação, diz Redecard

A partir de novos pontos estabelecidos no início deste mês para a indústria de cartões de crédito pelo Banco Central (BC), e que ainda necessita de aprovação dos Ministérios da Fazenda e da Justiça, bem como do presidente do Bacen, o setor deverá passar por um processo de autorregulação para adequação aos cinco pontos propostos pelos órgãos oficiais. Esta é a visão de Roberto Medeiros, presidente da Redecard. “Vejo nesses cinco pontos uma probabilidade bastante grande de autorregulação”, afirma o executivo.

Dentre as medidas anunciadas em 02 de outubro, estão a abertura da atividade de credenciamento do setor, a interoperabilidade de redes e de POS (terminal de captura de transações), a neutralidade nas atividades de compensação e liquidação, além da sugestão de fortalecimento de esquemas nacionais de cartões de débito e a transparência na definição da tarifa de intercâmbio. O objetivo é gerar maior competitividade no setor, o que poderia inclusive levar à maior abertura deste mercado, atualmente caracterizado por um duopólio da VisaNet e Redecard.

Medeiros afirmou ainda que percebe que “estamos caminhando para autorregulação, que é maneia mais rápida, mais simples, e menos sujeita a intempéries”, abordando que esta tem sido a postura da associação com quem o BC tem discutido a questão. A declaração foi feita em decorrência de discussões da forma como serão aprovadas as medidas, se por regulação do Bacen, via Congresso ou Conselho Monetário Nacional.

De acordo com Medeiros, a companhia que preside atualmente tem atuação que vai de encontro a estes pontos estabelecidos, referindo-se à interoperabilidade de bandeiras nos POS da Redecard. Ele diz que os terminais podem capturar, além da bandeira Mastercard (crédito e débito), a Dinners, para débito, a Aura, para crédito, dentre outras. Dentro de um ano, ele comenta que os terminais já irão também capturar bandeiras de voucher, voltadas ao pagamento de alimentação, refeição e combustíveis.

“Capturarmos novas bandeiras é questão de poder fazer download dos softwares”, acrescentando que algumas bandeiras exigem que se esteja em compasso com o que elas já têm. “Podermos capturar uma nova bandeira é questão de ter processos, procedimentos e capacidade de fazer download de software nesses terminais, o que a gente já temos, visto que somos multibandeira”.

Sobre a possibilidade de também ter receptividade de cartões Visa em seus terminais, Medeiros diz que a Redecard já tem o set up de processos. “O que a gente precisa de fato agora é ter oficializada a licença da Visa. É de maior interesse nosso capturar Visa, assim como deve ser de interesse da Visa essa negociação”, declara o executivo.

Outro ponto que, de acordo com Medeiros, coloca a empresa em situação de vantagem em atender os pontos estabelecidos pelo anúncio do Banco Central está no fato de que no mês de setembro, a Redecard recebeu o PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard), certificação concebida globalmente pelo PCI Security Standards Council, entidade fundada por bandeiras internacionais de cartões de pagamentos. Com isto, a instituição atestou à Redecard a adequação a normas universais de garantia de padrões a serem seguidos pelas empresas atuantes no mercado de cartão de crédito, o que confere à adquirente uma oferta de serviços mais seguros.

Por Elena Oliveira

Pré-datado corresponde a 79,5% dos cheques emitidos em setembro








Pré-datado corresponde a 79,5% dos cheques emitidos em setembro

O número de cheques pré-datados correspondeu a 79,5% do total de folhas emitidas em setembro, queda de 0,34% sobre o mês anterior e de 1,23% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da Telecheque, divulgada nesta quinta-feira (22).

O levantamento aponta que o setor de vestuário liderou o ranking de cheques pré-datados no mês passado, com 89,6% de participação, seguido por móveis e artigos para o lar (87,1%), calçados (86,4%) e supermercados (85,1%).

Regionalmente, o Norte aparece no topo da lista de emissões de cheques pré-datados, com 84,3%; seguido pelo Nordeste (83,4%), Centro-Oeste (81,0%), Sudeste (80,2%) e Sul (73,6%).

“O cheque pré-datado é uma criação do varejo brasileiro e hoje destaca-se como uma das principais ferramentas de crédito do país”,destaca José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da TeleCheque. O executivo acrescenta que especialmente durante a crise, com a baixa oferta de crédito, “o pré-datado foi a solução para os consumidores manterem suas compras”.

Praxedes Neto prevê que, até o final do ano, as emissões de pré-datados cheguem a 82%.

Cartão com chip do Banrisul ganha prêmio







Cartão com chip do Banrisul ganha prêmio como solução mundial

O Banrisul recebeu o prêmio de melhor solução mundial de tecnologia bancária em 2009 pelo desenvolvimento do cartão de conta corrente com chip inteligente. A premiação foi entregue durante a Conferência Mundial do Sistema MULTOS, na Malásia, que contou com a presença do superintendente da Unidade de Segurança da Tecnologia da Informação da instituição financeira, Jorge Krug.

A solução é baseada em um único cartão oferecer múltiplas aplicações, suportando os serviços financeiros e também de governo eletrônico. Krug salientou que o modelo do Banrisul e do estado do Rio Grande do Sul, através da Autoridade Certificadora do RS (AC-RS), acabou superando outras soluções mundiais, “como, por exemplo, do cartão múltiplo de identidade do cidadão da Arábia Saudita”.

O cartão com chip do Banrisul, de acordo com a instituição, permite acesso aos serviços de Internet banking com segurança, além da portabilidade da certificação digital para acessar sites, como da Receita Federal, e assinar documentos eletrônicos reconhecidos pela Justiça brasileira, entre outros serviços. O novo cartão do Banco pode ser utilizado, ainda, nas operações pelo Banricompras, caixas eletrônicos e nas agências.

O MULTOS é o sistema operacional do cartão com chip do Banrisul e tem como um de seus atributos competitivos a capacidade de suportar várias aplicações. Com isso, o MULTOS permite que um cartão seja usado tanto para transações de débito e crédito, baseado no padrão internacional EMV, quanto para segurança nas operações de Internet banking e certificação digital da Autoridade Certificadora do Estado, baseado no padrão do ICP-Brasil.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Campanha defende uso consciente do cartão de crédito












Campanha defende uso consciente do cartão de crédito

Desde que foram acusadas de suposto abuso de poder econômico e obtenção de lucros injustificados, em abril passado, as empresas que controlam o mercado de cartões de crédito no Brasil optaram pela discrição, submergindo no front da opinião pública. O setor agora reage. A Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) dá hoje início a uma campanha publicitária para enaltecer as vantagens do uso de cartões de crédito e para orientar os consumidores a controlar seus gastos.
O plano de mídia inclui jornais, revistas, rádio e internet. Em programas de TV, a campanha será feita inteiramente por meio de merchandising.
Outro objetivo da iniciativa é esclarecer dúvidas e dissipar críticas feitas por lojistas. "A campanha não tem relação com as críticas que temos recebido", disse à Folha PauloCaffareli, presidente da ABECS. "É apenas coincidência".

Bola de neve

Segundo Caffareli, a ABECS identificou, em uma pesquisa realizadas pelo Datafolha no final do ano passado, que o consumidor muitas vezes tem receio de utilizar o cartão por achar que não terá controle sobre seus gastos. E que, apesar de ser prático, o cartão pode gerar o efeito "bola-de-neve".
A ABECS acredita ainda que poderá esclarecer por que, nas transações com cartão de crédito no Brasil, o prazo entre a data da compra e a data do crédito ao estabelecimento é de trinta dias, enquanto no exterior é de apenas dois dias. "O lojista recebe em 30 dias porque, no Brasil, o usuário do cartão tem 30 dias sem juros para pagar o cartão", diz ele. Em uma peça publicitária a que a Folha teve acesso, explica-se como uma personagem chamada Paula, esteticista, usa seu cartão de crédito para controlar os gastos. "[Paula] Soma os comprovantes para não extrapolar nas compras e sempre paga o valor total da fatura para não arcar com os juros."
Em abril, estudo divulgado pelo governo concluiu que o mercado brasileiro de cartões é extremamente concentrado, impede a entrada de novos participantes e, por isso, precisa passar por profunda reformulação para repassar ganhos de escala e beneficiar a economia como um todo.

Autor(es): MARCIO AITH - Folha de São Paulo

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Operações com cartões ainda não voltou ao nível de 2008


Operações com cartões ainda não voltou ao nível de 2008, diz VisaNet
23/09/2009
Apesar das perceptíveis melhoras na economia brasileira, a volta do crescimento das operações com cartões de crédito ainda não retomou os níveis pré-crise de 2008, segundo informações do presidente da VisaNet, Rômulo de Mello Dias.

O executivo disse a jornalistas, após palestra para profissionais do mercado de capitais, que ainda não atingimos o mesmo ritmo do ano passado, quando a companhia registrou aumento de 28%, enquanto que no primeiro semestre de 2009 o crescimento recuou para 22%.

Para Dias, o efeito do esfriamento dessas ações sobre as operações da empresa, desde o quarto trimestre de 2008, está sendo amenizado em parte pelo crescente número de cartões de crédito e débito, porém, em detrimento de outras formas de pagamento, como cheques e dinheiro.

Com estratégia, o presidente anunciou que irá intensificar os esforços, juntamente com bancos e lojistas, para ampliar o uso dos cartões. Segundo ele, pesquisas apontam que somente 23% dos portadores de cartões de débito sabem que ele pode ser usado para compras diretas em lojas.

Para isso, a companhia visa ampliar o programa que permite aos clientes "sacar" dinheiro nas lojas, ao receberem troco de pagamentos feitos com cartões de débito em dinheiro.
Fonte: Com informações da Reuters

E-commerce ainda encontra barreiras em economias mais desenvolvidas


E-commerce ainda encontra barreiras em economias mais desenvolvidas
24/09/2009
O comércio de produtos por meio da internet ainda representa um desafio a alguns países com economia mais desenvolvida do que a brasileira, apesar de terem uma grande penetração de usuários de internet e celulares. Esta é a visão trazida por representantes de consultorias de sete países ligadas à consultoria Ebeltof, que está presente e outros 12 países, indicaram ser este o comportamento de sete destas nações.

Na França, por exemplo, o e-commerce ainda representa 3% das vendas varejistas, e 95% destas transações ocorrem nas lojas. “Os clientes estão sempre com pressa, e com sensação de falta de tempo”, afirma Laurent Guiral, diretor da Dia Mart, consultoria localizada na França. O executivo disse ainda que 62% da população tem acesso à internet. “Porém o custo de acesso ao canal é muito caro”, ele explica.

Já Maureen Atkinson, sócia sênior da JC Williams, consultoria canadense, aponta para a tendência de pedidos feitos online, mas com entrega de produtos em pontos físicos do varejista. “Há ofertas online, mas você busca o produto na loja”, explica Maureen, que diz ainda que “o país é imaturo para o e-commerce, e não apresenta atualmente perspectivas de mudança”. Guiral, da consultoria francesa, também relatou esta experiência em seu país.

Além da entrega de produtos nas lojas quando o pedido é feito online, Magda Espuga, sócia diretora da Kiss Retail, empresa espanhola de aconselhamento para o varejo, revela ainda que no país “há altos custos para o uso da internet e operações logísticas”. No Canadá, o varejo tem uma cultura muito forte de comercialização por catálogos, o que ajuda a dificultar a implementação do e-commerce.

Thomas Rotthowe, diretor do gruppe Nymphemburg, consultoria alemã, diz que “ter uma estrutura física é sim essencial para clientes entrarem em contato com o produto”, ponto endossado por Espuga, da Espanha. Já Brian Walker, diretor da australiana The Retail Doctor, complementa este pensamento de ambos executivos com a opinião de que “a exposição online ajuda a melhorar loja física”. Testemunhos nas redes sociais, com opiniões de serviços e produtos, de acordo com Walker, “poderiam ajudar uma marca a agregar mais valor”.

Segundo Luis Rosário, sócio do Instituto de Marketing Researching (IMR) de Portugal, “os varejistas não sabem como fazer e-commerce ainda, e nem para quem pedir ajuda”, sendo que tais investimentos necessitam de custo baixos. O executivo diz ainda que transações de compra online em seu país tem maior aceitação no setor financeiro.

Michaek Skou, diretor do Retail Institute Scandinavia, consultoria dinamarquesa, demonstrou que as práticas de e-commerce no país vem avançando, tendo em 2007 crescido 28%, com expectativa de aumentar em até 14% em 2009, e em até 17% em 2010. “Internautas usam este canal para comprar porque na Dinamarca sai mais barato”, Skou explica. Porém, ele diz que o país ainda não tem grandes varejistas, “o que faz com que se procure outros mercados para comprar”, ele finaliza.

Por Elena Oliveira

Bacen conclui análise sobre indústria de cartões

Bacen conclui análise sobre indústria de cartões
01/10/2009
As equipes técnicas do Banco Central do Brasil (BC), da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE) e da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) encaminharão aos três Ministros um conjunto de medidas a ser adotado, após o término da análise sobre a indústria de cartões de pagamentos no Brasil, no sentido de atender às recomendações do estudo.
Entre as medidas estão a abertura da atividade de credenciamento do setor; a interoperabilidade de redes e de POS (terminal de captura de transações); a neutralidade nas atividades de compensação e liquidação.
O BC também enviará entre as medidas, a sugestão de fortalecimento de esquemas nacionais de cartões de débito e a transparência na definição da tarifa de intercâmbio.
O cronograma de implementação das medidas será definido pelas autoridades. Em paralelo, os reguladores estão discutindo outras medidas, que, depois de submetidas aos Ministros, terão encaminhamentos institucionais distintos, dependendo do escopo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mobile Payment é pouco utilizado


M-payment é pouco explorado na A.L

Atualmente, a América Latina dispõe de 365 milhões de aparelhos celulares, o que representa o uso do dispositivo por 64% da população desses países. Dentre essas pessoas, ainda menos de 30% utilizam o aparelho móvel para realizar pagamentos, segundo indicou Guilherme Roncato, diretor de Advanced Payment da Mastercard durante a realização do 2º Congresso de Mobile Banking & Mobile Payment, realizado em São Paulo.
De acordo com Ronaldo Varela, diretor executivo de Marketing e Produtos da Redecard, o Mobile Payment encontra barreiras para decolar, como, por exemplo, insegurança quanto ao retorno de investimentos e desunião dos players (bandeiras, operadoras e comércio) para implantar o conceito Mobile Payment em um consenso que aumente seu uso em grande escala.
Além disso, Varela afirma que o celular não deve ser pensado apenas como meio para micro pagamento. “Ser fizermos transações só para pagamentos pequenos, o investimento não será viável. Se é seguro, por que não comprar uma TV de Plasma?”.
Para aumentar a atuação de Mobile Payment, sobretudo no Brasil, o executivo da Mastercard acredita que o caminho seja unir estabelecimentos e consumidores por meio dos emissores da transação de pagamento, ofertando os mesmos serviços para consumidores em diferentes países. “A Mastercard não dá preferência à tipo de tecnologia, basta que ela tenha oferta, escalabilidade, segurança e comodidade”.


Por Elena Oliveira

Banco Nossa Caixa implanta cartões com chip


Nossa Caixa adere aos cartões "chipados"

O Banco Nossa Caixa anunciou que foi iniciada a troca de 2,5 milhões de cartões com tarja magnética por outros com chip, já com a marca Ourocard, do Banco do Brasil.
A troca deve ocorrer em até dois meses e não haverá custos para os clientes, que receberão o novo plástico através de correspondência.
Segundo a Nossa Caixa, a iniciativa teve investimento de aproximadamente R$ 40 milhões, valor que inclui o desenvolvimento do cartão com chip e a adequação de terminais de auto atendimento.
O chip embutido nos novos cartões possui processador e módulo de memória que trabalham com dados criptografados, o que garante mais segurança contra eventuais ações fraudulentas.
De acordo com o banco, praticamente 99% do parque de terminais eletrônicos (POS) instalados nos estabelecimentos comerciais possui o dispositivo de leitura do chip. Além disso, todas as máquinas de auto atendimento da Nossa Caixa foram adaptadas para a nova tecnologia.
Ainda segundo a empresa, não haverá nenhuma alteração nos limites, taxas, valores de tarifas ou datas de vencimento.
Os novos cartões também são compatíveis com as máquinas de auto atendimento do Banco do Brasil, permitindo a realização de saques e consulta de saldo.

Fonte: Assessoria de Imprensa Nossa Caixa

Presos por fraudar administradoras de cartão de crédito


Sete presos acusados de fraudar administradoras de cartão de crédito

Policiais da 1ª DP (Praça Mauá-RJ) realizaram nesta terça-feira a operação "Prenda-me se for capaz", com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em aplicar golpes em administradoras de cartões de crédito. Foram cumpridos sete — dos dez — mandados de prisão temporária por cinco dias, expedidos pela Justiça. A polícia suspeita que o bando agia há dois anos, e teria causado um prejuízo de R$ 300 mil por mês às administradoras. Entre os presos, há um funcionário de banco, um presidiário e um ex-carteiro. Todos foram indiciados pelos crimes de estelionato e formação de quadrilha. Se condenados, podem pegar até 8 anos de prisão.
Wellingtom Francisco Pereira dos Santos, de 23 anos, é apontado pela polícia como o chefe da quadrilha. Preso desde 2008 por estelionato, ele controlava as ações do bando de dentro da cadeia por celular. O crime foi comprovado através de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. Com informações repassadas pelos comparsas, ele se passava por cliente das administradoras de cartão de crédito e solicitava aumento de limite e envio de cartões adicionais. Funcionário de um banco, Luiz Carlos Gonzales de Oliveira, de 33 anos, levantava os limites de crédito e dados cadastrais das vítimas e repassava as informações a Wellingtom.
O ex-carteiro Marcos Vinícius Gomes da Costa — que está foragido — descobria quando os cartões eram postados e o dia e horário em que seriam entregues. Ele se passava pelo cliente e recebia os cartões nos endereços indicados por Wellingtom às administradoras. Os cartões fraudados eram utilizados para comprar diversas mercadorias, a maioria eletroeletrônicos, que eram revendidas.
Também foram presos Arlete Pereira dos Santos, mãe de Wellingtom, de 54 anos; Priscila Souza, de 24; Lívia Ferreira, de 22; Renata de Oliveira Gaspar, de 23; e Luiz Felipe Monteiro da Silva. Arlete e Renata compravam as mercadorias com os cartões fraudados. Luiz Felipe era o responsável por pesquisar na internet informações pessoais dos titulares dos cartões que seriam fraudados, como filiação, data de nascimento, identidade, endereço.
Lívia, que trabalhava como caixa de uma loja de doces no Centro do Rio, anotava os códigos de segurança dos clientes que pagavam as compras com cartão de crédito.
— Lívia escolhia pessoas que tinham cartões top de linha. Em alguns bancos esses cartões são chamados de Gold, em outros, cinco estrelas. Ela anotava o código de segurança dos cartões e os repassava a Wellingtom, da mesma que os outros comparsas — explicou o delegado José Luiz Duarte, titular da 1ª DP.
Três pessoas que também estão com mandado de prisão não foram localizadas pela polícia: o ex-carteiro Marcos Vinícius, Rosemary Castro de Melo e Aldenize Melo da Silva. Há ainda outras cinco pessoas já identificadas pela polícia, mas que ainda não tiveram as prisões decretadas.
O nome "Prenda-me se for capaz" foi uma "homenagem" ao chefe da quadrilha.
— Encontramos um perfil do Wellingtom na internet em que ele dizia que o seu filme preferido era "Prenda-me se for capaz", que conta a história de um estelionatário que fraudava documentos perfeitamente. Não sei se é porque ele se acha parecido com o Leonardo di Caprio, que é o protagonista do filme, ou porque ele achava que o esquema nunca ia ser descoberto pela polícia — ironizou o delegado.

Por: Marcelo Gomes

Banco Central irá regular mercado de cartões


BC proporá regulação ao mercado de cartões

O mercado de cartões de crédito tem apresentado crescimento significativo nos últimos anos, segundo os dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), no ano 2000, havia no País 119 milhões de cartões. Em 2008 o número registrado foi de 514 milhões.

As transações utilizando o meio de pagamento aumentaram na mesma proporção. Em 2000 foram computados 1,1 bilhão de operações no Brasil contra 5,3 bilhões no ano passado.

Com o crescimento tão significativo, especialistas tem debatido as novas regulamentações do setor propostas pelo Banco Central. “Uma regulação inadequada pode prejudicar o desenvolvimento do sistema financeiro”, acredita o professor de direito antitruste e defesa comercial da FGV, Túlio Freitas do Egito Coelho.

Uma das propostas do BC é com relação à regra do não sobrepreço. Atualmente, os estabelecimentos não podem cobrar valores mais altos para compras com cartões de crédito. Com a regulamentação do BC, essa regra pode acabar, além de reduzir o prazo para que as emissoras de cartão passam os pagamentos para os lojistas, que hoje varia de 30 a 40 dias.

“O que nós tememos é que essas regras impactem nos custos para o consumidor, seja com juros mais altos ou com anuidades mais caras”, afirma Coelho.

A Abecs apresentou uma contra proposta que prevê, entre outras coisas, o compromisso de não exclusividade dos terminais de POS pelas respectivas bandeiras, que vinha sendo alvo de críticas do BC. “Acredito que as regras podem ser discutidas e mudadas sem necessariamente haver uma intervenção estatal”, conclui o professor.

Por Diego Lazzaris