quinta-feira, 5 de novembro de 2009

VisaNet prepara mudança de nome


VisaNet vê crescimento longo e prepara mudança de nome


O maior uso de cartões de débito e de crédito, combinado com o crescimento econômico, permitirá à VisaNet seguir se expandindo a uma taxa superior a dois dígitos nos próximos seis a sete anos, disse nesta quinta-feira o presidente da companhia, Rômulo Dias.

Segundo o executivo, a despeito da reforma regulatória que o governo pretende introduzir para aumentar a concorrência no credenciamento de lojas, segmento hoje dominado por VisaNet e Redecard, a contínua migração para meios eletrônicos, deixa espaços enormes de crescimento no setor.

"Continuaremos crescendo a uma taxa de dois dígitos por cerca de 6, 7 anos", disse a jornalistas em teleconferência sobre os resultados da empresa no terceiro trimestre.

A companhia reportou na quarta-feira à noite que teve lucro líquido de R$ 396,7 milhões entre julho e setembro, resultado 34,8% superior ao de igual período de 2008, movimento patrocinado pelo aumento de 21,3% do volume financeiro de transações, para R$ 54,2 bilhões.

Líder no setor e hoje a única credenciadora de lojas para os cartões Visa, a companhia prevê fechar 2009 com um avanço de 20,5% a 22,5% no volume financeiro de operações, taxa superior à taxa anualizada expansão da indústria, que foi de 18% até Setembro.

Segundo Dias, além do maior uso dos cartões para pagamentos de compras, em detrimento de cheque e dinheiro, a companhia se beneficiou também de ter ampliado a presença em regiões que registram taxas de crescimento econômico superiores à média do país. "Há regiões no Nordeste que estão crescendo mais do que a China", disse.

Novo cenário, novo nome

Preparando-se para um cenário de maior concorrência, que porá fim a contratos de exclusividade, permitindo que cada credenciador possa operar com várias bandeiras, a VisaNet deve anunciar nos próximos meses a mudança de seu nome.

"Estamos pensando em mudar de nome. Dentro de algum tempo, faremos em momento oportuno e apropriado a comunicação", disse Dias.

"Já somos multi bandeiras e também vamos capturar [a bandeira] MasterCard, mas ainda não temos expectativa para quando isso vai acontecer", acrescentou.

Assim como a Redecard sinalizou nesta semana, em teleconferência com analistas, o executivo da VisaNet também acredita que as despesas da companhia com marketing vão crescer, embora não tenha estimado quanto.

da Reuters

MasterCard lança contact-less


MasterCard lança programa de pagamentos sem contato no transporte público

A MasterCard Worldwide, a Credicard e a Redecard anunciam o lançamento do primeiro programa de pagamentos sem contato no transporte público do Brasil e da América Latina, o cartão Credicard MasterCard PayPass, que pode ser usado, também, em vários tipos de estabelecimentos.

Inicialmente, os portadores dos cartões de crédito Credicard, com a bandeira MasterCard, poderão fazer as transações sem contato no
bondinho do Pão de Açúcar, na rede de trens da Supervia, na rede de cinemas UCI, na rede de fast-food McDonald´s e em estacionamentos Estapar/Riopark, no Rio de Janeiro. Em breve, usuários do metrô da cidade também poderão utilizar o produto. Esses estabelecimentos já integram a rede credenciada pela Redecard e, nos próximos meses, novos estabelecimentos serão incorporados.

MasterCard PayPass é uma forma de pagamento que não requer a passagem do cartão no leitor da tarja magnética para compras de até R$ 50. “Acreditamos e estamos investindo no mercado brasileiro ao trazer uma solução inovadora, oferecendo ao consumidor uma maneira mais simples, rápida e segura de efetuar as compras”, explica Gilberto Caldart, presidente da MasterCard Brasil.

“O objetivo da MasterCard com o pagamento sem contato não é apenas substituir as atuais tecnologias de pagamento, mas utilizá-la em segmentos nos quais o cartão não é utilizado em todo o potencial. MasterCard PayPass substitui o dinheiro e cheque, abre novas categorias de aceitação para estabelecimentos, aumenta a utilização em transações de pequeno valor e cria oportunidades de negócios para os bancos que emitem nossos cartões”, acrescenta Caldart.

Lucro da VisaNet cresce 34,8% no 3º trimestre


Lucro da VisaNet cresce 34,8% no 3º trimestre

A VisaNet registrou lucro líquido de R$ 396,7 milhões no terceiro trimestre de 2009, um crescimento de 34,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita operacional líquida da companhia somou R$ 924,4 milhões no período encerrado em Setembro, um aumento de 28% sobre o mesmo trimestre de 2008.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado no terceiro trimestre foi de R$ 626,6 milhões, um aumento de 37,9% em relação ao mesmo período de 2008. A margem Ebitda ajustado atingiu o recorde de 67,8% no trimestre encerrado em Setembro, um aumento de 4,9 p.p. em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

No terceiro trimestre de 2009, o volume financeiro de transações da empresa somou R$ 54,2 bilhões, um aumento de 21,3% na comparação com o mesmo período de 2008. As transações com cartões de crédito processadas pela VisaNet somaram R$ 34,2 bilhões até Setembro, crescimento de 20,8% sobre o terceiro trimestre do ano passado. Enquanto as operações com cartão de débito somaram R$ 20 bilhões, 22,1% acima do volume registrado no período encerrado em Setembro de 2008.

No terceiro trimestre, a receita de transações com cartão de crédito alcançou R$ 512,4 milhões, um aumento de 22,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a receita de transações com cartão de débito somou R$ 155,9 milhões no trimestre encerrado em Setembro, um crescimento de 19,9% em relação ao mesmo exercício de 2008. A receita com aluguel de equipamentos (POS) totalizou R$ 268,1 milhões até Setembro, valor 17,3% acima do registrado no terceiro trimestre de 2008.

Presente em todo o território nacional, a VisaNet chegou a Setembro de 2009 com operações em 5.427 dos 5.564 municípios brasileiros, o que corresponde a uma cobertura de 97,5% do país e mais de 1,6 milhão de estabelecimentos cadastrados.

Cartão de crédito representa mais de 1/3 das dívidas


Cartão de crédito representa mais de 1/3 das dívidas, diz Serasa

O cartão de crédito é responsável por 36,8% do total de endividamento dos consumidores, segundo uma pesquisa divulgada pela Serasa Experian nesta quarta-feira (28), durante evento de crédito e cobrança realizado em São Paulo.

De acordo com o estudo, apesar do cartão ser responsável pela maioria das dívidas, é também o produto que mais gera regularização de inadimplentes, com índice de 41,7% de recuperação. “A explicação para isso é que os consumidores priorizam o pagamento das dívidas do cartão para poderem comprar novamente, sem precisar utilizar dinheiro vivo”, afirma Laércio de Oliveira Pinto, presidente de negócios pessoa jurídica da Serasa Experian.

Em segundo lugar entre os maiores causadores de inadimplência está o varejo (lojas e supermercados), que concentra 20,4% dos devedores. “O varejo é o destaque negativo, já que concentra boa parte dos inadimplentes e seu índice de recuperação de crédito é de apenas 8,7%”, diz o executivo.

A pesquisa constatou também que a maioria dos devedores (60%) tem renda de até R$ 1 mil e 90,8% tem filhos. “Os inadimplentes se definiram como compradores impulsivos. Mesmo sabendo da dificuldade de pagar, a vontade é incontrolável”, afirma Oliveira.

Em relação às dívidas regularizadas, 40% era de até R$ 500 e 16,5% variava de R$ 500 a R$ 1 mil, de acordo com o levantamento.

Outro ponto apontado no estudo é a utilização de internet pelos inadimplentes. A pesquisa constatou que 60,4% dos devedores acessa a internet regularmente. “Isso nos faz estudar novas formas de envio de correspondências para essas pessoas, como por e-mail, por exemplo”, diz Oliveira.

O Serasa ouviu consumidores inadimplentes de todas as classes sociais nas capitais e grandes cidades do País.

Por Diego Lazzaris

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Inadimplência com cheques marca 1,94% em setembro









Inadimplência com cheques marca 1,94% em setembro, diz Serasa

A inadimplência com cheques no Brasil foi de 1,94% em setembro de 2009, o menor nível desde outubro de 2008, mês em que em que os efeitos da crise internacional já começavam a serem sentidos no País. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pela Serasa Experian.

O cheque é considerado desprovido de fundos, a partir de sua segunda devolução. Na comparação anual, a inadimplência com cheques cresceu 8,4%. No acumulado de nove meses, a alta no número de cheques devolvidos foi de 13,8%.

No entanto, o índice apresentou queda de 1% na comparação com agosto deste ano. Segundo os analistas da Serasa, este decréscimo se deve à recuperação do mercado de trabalho, melhorando as condições de renda e de emprego dos consumidores, e ao processo de reequilíbrio do fluxo de caixa das empresas, após terem passado por vários meses de dificuldades operacionais e de acesso ao crédito, especialmente as micro e pequenas empresas.

Para os meses seguintes, os especialistas prevêem a manutenção do crescimento econômico e ligeiras reduções no percentual de devolução de cheques.

Redecard analisa medidas do BC




Medidas do BC para cartões podem levar setor a autorregulação, diz Redecard

A partir de novos pontos estabelecidos no início deste mês para a indústria de cartões de crédito pelo Banco Central (BC), e que ainda necessita de aprovação dos Ministérios da Fazenda e da Justiça, bem como do presidente do Bacen, o setor deverá passar por um processo de autorregulação para adequação aos cinco pontos propostos pelos órgãos oficiais. Esta é a visão de Roberto Medeiros, presidente da Redecard. “Vejo nesses cinco pontos uma probabilidade bastante grande de autorregulação”, afirma o executivo.

Dentre as medidas anunciadas em 02 de outubro, estão a abertura da atividade de credenciamento do setor, a interoperabilidade de redes e de POS (terminal de captura de transações), a neutralidade nas atividades de compensação e liquidação, além da sugestão de fortalecimento de esquemas nacionais de cartões de débito e a transparência na definição da tarifa de intercâmbio. O objetivo é gerar maior competitividade no setor, o que poderia inclusive levar à maior abertura deste mercado, atualmente caracterizado por um duopólio da VisaNet e Redecard.

Medeiros afirmou ainda que percebe que “estamos caminhando para autorregulação, que é maneia mais rápida, mais simples, e menos sujeita a intempéries”, abordando que esta tem sido a postura da associação com quem o BC tem discutido a questão. A declaração foi feita em decorrência de discussões da forma como serão aprovadas as medidas, se por regulação do Bacen, via Congresso ou Conselho Monetário Nacional.

De acordo com Medeiros, a companhia que preside atualmente tem atuação que vai de encontro a estes pontos estabelecidos, referindo-se à interoperabilidade de bandeiras nos POS da Redecard. Ele diz que os terminais podem capturar, além da bandeira Mastercard (crédito e débito), a Dinners, para débito, a Aura, para crédito, dentre outras. Dentro de um ano, ele comenta que os terminais já irão também capturar bandeiras de voucher, voltadas ao pagamento de alimentação, refeição e combustíveis.

“Capturarmos novas bandeiras é questão de poder fazer download dos softwares”, acrescentando que algumas bandeiras exigem que se esteja em compasso com o que elas já têm. “Podermos capturar uma nova bandeira é questão de ter processos, procedimentos e capacidade de fazer download de software nesses terminais, o que a gente já temos, visto que somos multibandeira”.

Sobre a possibilidade de também ter receptividade de cartões Visa em seus terminais, Medeiros diz que a Redecard já tem o set up de processos. “O que a gente precisa de fato agora é ter oficializada a licença da Visa. É de maior interesse nosso capturar Visa, assim como deve ser de interesse da Visa essa negociação”, declara o executivo.

Outro ponto que, de acordo com Medeiros, coloca a empresa em situação de vantagem em atender os pontos estabelecidos pelo anúncio do Banco Central está no fato de que no mês de setembro, a Redecard recebeu o PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard), certificação concebida globalmente pelo PCI Security Standards Council, entidade fundada por bandeiras internacionais de cartões de pagamentos. Com isto, a instituição atestou à Redecard a adequação a normas universais de garantia de padrões a serem seguidos pelas empresas atuantes no mercado de cartão de crédito, o que confere à adquirente uma oferta de serviços mais seguros.

Por Elena Oliveira

Pré-datado corresponde a 79,5% dos cheques emitidos em setembro








Pré-datado corresponde a 79,5% dos cheques emitidos em setembro

O número de cheques pré-datados correspondeu a 79,5% do total de folhas emitidas em setembro, queda de 0,34% sobre o mês anterior e de 1,23% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da Telecheque, divulgada nesta quinta-feira (22).

O levantamento aponta que o setor de vestuário liderou o ranking de cheques pré-datados no mês passado, com 89,6% de participação, seguido por móveis e artigos para o lar (87,1%), calçados (86,4%) e supermercados (85,1%).

Regionalmente, o Norte aparece no topo da lista de emissões de cheques pré-datados, com 84,3%; seguido pelo Nordeste (83,4%), Centro-Oeste (81,0%), Sudeste (80,2%) e Sul (73,6%).

“O cheque pré-datado é uma criação do varejo brasileiro e hoje destaca-se como uma das principais ferramentas de crédito do país”,destaca José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da TeleCheque. O executivo acrescenta que especialmente durante a crise, com a baixa oferta de crédito, “o pré-datado foi a solução para os consumidores manterem suas compras”.

Praxedes Neto prevê que, até o final do ano, as emissões de pré-datados cheguem a 82%.