terça-feira, 20 de outubro de 2009

Anúncio do BC para setor de cartões não beneficia consumidor






Anúncio do BC para setor de cartões não beneficia consumidor

O anúncio feito pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (01) sobre a implementação de mudanças na indústria de cartões de crédito, que propõem maior competitividade ao setor, ainda precisam passar por aprovação dos Ministérios da Fazenda e da Justiça, e do presidente do BC; no entanto, ainda não parecem completas quando vistas sob a perspectiva de especialistas ouvidos por Executivos Financeiros, pois não incluem iniciativas que visem benefícios para o consumidor.
“Queríamos tópicos que resultassem em algo para os consumidores, que não foram incluídos nas medidas divulgadas hoje”, afirma Roque Pellizzaro Junior, presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Já Kássia Correa, presidente da Anucc (Associação Nacional dos Usuários de Cartões de Crédito), comenta que “o grupo de trabalho formado pelo Banco Central, Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, chegou à conclusão de que o estímulo à concorrência e à maior transparência do setor pode ser obtido apenas mediante regras claras, expressas em lei, e complementadas por medidas de autorregulação que o mercado se comprometeu a adotar”, o que ela diz ser “absurdo”.
Boanerges Ramos Freire, sócio-diretor da Boanerges & Cia. Consultoria em Varejo Financeiro, afirma que as medidas sugeridas podem realmente possibilitar a autorregulação, “o que não quer dizer que empresas do setor se agrupariam para combinar só aquilo que é bom para elas”. Na visão de Freire, isto seria “como enfiar a cabeça numa forca”, pois a autorregulação necessita levar em consideração uma junção de pressões do mercado e de outros players.
Pellizzaro apontou ainda que, para que haja impactos positivos considerando-se a perspectiva do consumidor, deveriam ser abordados no estudo que o BC fez em conjunto com Seae e SDE pontos como a redução do prazo de pagamento para o lojista, que atualmente aguarda 30 dias para receber repasses, sendo que em outros países, esse prazo chega a ser de dois dias. “Esta espera causa ao lojista um prejuízo entre 4,5% a 6% por venda, o que acaba sendo repassado para o consumidor”, comenta o executivo sobre o preço que os varejistas acabam cobrando a mais de seus clientes. “Além disso, sem concorrência, cartões manterão taxa que, para o pequeno negócio, é de 5%”.
Contudo, ele diz que há pontos positivos trazidos pelas cinco medidas anunciadas hoje, dentre elas a abertura da atividade de credenciamento do setor, a interoperabilidade de redes e de POS (terminal de captura de transações), a neutralidade nas atividades de compensação e liquidação, além da sugestão de fortalecimento de esquemas nacionais de cartões de débito e a transparência na definição da tarifa de intercâmbio. “É um avanço importante. As pequenas e médias empresas, pelas nossas expectativas, terão redução em seus custos de R$ 4 mil a R$ 5 mil por ano”, afirma o presidente da CNDL.
Em contrapartida, a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) divulgou no início da noite de quinta-feira nota informando que BC, Seae e SDE “analisaram com extremo rigor e cuidado as proposições do setor” e que “reconhece que as medidas são mais abrangentes do que as propostas iniciais apresentadas pela indústria, que certamente trarão benefícios para a sociedade”. A entidade declarou que voltará a se manifestar após a publicação da versão final do estudo, algo que, de acordo com o BC, deverá ocorrer nos próximos dias.
Também na noite de ontem, a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgou nota em que afirmou concordar com as medidas adotadas pelo governo, mas que, no entanto, espera também que seja levada em consideração a proposta de diferenciação de preços no pagamento em dinheiro ou no cartão. Na nota, o presidente da entidade, Abram Szajman, declarou que “é necessário regular o setor de cartões de crédito e débito visando a proteger tanto os consumidores como os empresários dos eventuais abusos que o atual duopólio vem ocasionado”, sobre a concentração do mercado em negócios comandados por VisaNet e Redecard.
Pellizzaro lembrou ainda que hoje, o mercado é controlado em 95% por estas duas companhias, e a positividade das propostas está exatamente na inserção de maior concorrência e entrada de outros players. Ambas empresas, procuradas pela redação de Executivos Financeiros, disseram que ainda não querem se pronunciar sobre o assunto.

Por Elena Oliveira

Totvs anuncia aquisição de 70% da TotalBanco



Totvs anuncia aquisição de 70% da TotalBanco

A Totvs, empresa de desenvolvimento e comercialização de software de gestão empresarial integrada, anuncia a aquisição da TotalBanco Consultoria e Sistemas. A empresa adquire 70% do capital total da empresa pelo valor equivalente a 5,5 vezes o ebtida projetado para 2009.
A receita líquida e o ebtida da TotalBanco projetados para 2009 é de R$17,8 milhões e R$ 2,8 milhões, respectivamente. Os 30% remanescentes do capital poderão ser adquiridos por meio do exercício de uma opção de compra, a partir de janeiro de 2011, pelo montante de até R$12,2 milhões, de acordo com o cumprimento pela TotalBanco de determinadas metas operacionais estabelecidas para os exercícios de 2009 e 2010.
A operação da TotalBanco complementa o atual portfólio da Totvs para gestão de crédito e cartões, incorpora novas soluções para gestão de leasing e crédito para pessoas jurídicas, além de ampliar as ofertas voltadas ao core-banking, permitindo a integração da gestão de investimentos e da gestão de crédito no back-end.
Com essa aquisição a Totvs reafirma sua posição de provedora brasileira de software para o segmento de Financial Services, um dos 11 segmentos de importância estratégica eleitos pela companhia.
A empresa passa a oferecer aplicações mais abrangentes, que cobrem as principais operações de bancos e financeiras, fundos de investimentos, agências de fomento, cooperativas de crédito, entre outras, além de dispor de soluções para administradoras de cartões e empresas de leasing.
Sediada em Porto Alegre, a TotalBanco conta com mais de 150 participantes e 21 anos de experiência no mercado de aplicativos e consultoria especializada para o setor financeiro. Os fundadores da TotalBanco e seu corpo diretivo permanecem à frente da operação e passam a reportar à estrutura de Financial Services da Totvs.

VisaNet lança POS Comunitário


VisaNet lança POS Comunitário

De olho no potencial consumidor de compras da Classe C, a VisaNet
Brasil anunciou estar investindo em inovação para o comércio brasileiro e aposta no MultiEC, mais conhecido como POS Comunitário. O produto, que está em fase de testes, permite que diversos comerciantes possam compartilhar um único terminal no mesmo ambiente físico.
O “estabelecimento dono” consegue dividir sua maquineta com outros 30 parceiros, permitindo a aceitação de cartões em segmentos autônomos.
A novidade tem como público foco, principalmente, artesãos, cabeleireiros, feirantes, camelôs e outros segmentos parecidos. Juntos, eles usufruem das principais vantagens oferecidas pelo POS Comunitário, que são a possibilidade de ratear o custo do aluguel da maquineta, aumentar o faturamento e, conseqüentemente, o lucro da empresa. Embora compartilhem o mesmo terminal, os participantes dos grupos MultiEC mantêm uma estrutura cadastral independente, ou seja, recebem o crédito das vendas diretamente em suas contas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ticket lança solução inédita para pagamento delivery

Ticket lança solução inédita para pagamento delivery
22/09/2009

A Ticket anuncia o Ticket Restaurante Mobile, solução que permite que os usuários do produto Ticket Restaurante Eletrônico possam fazer o pagamento de sua refeição com total segurança e sem sair de casa ou da empresa em que trabalham.

“O objetivo da companhia é oferecer mais comodidade aos clientes com uma alternativa moderna e segura. Essa tecnologia também permitirá que, futuramente, possamos agregar outros serviços aos nossos parceiros”, explica Gustavo Chicarino, diretor de Estratégia, Marketing e Produtos da Ticket.

Entre outras vantagens para o estabelecimento está a eliminação do risco de perda das informações de compra em caso de roubo do aparelho, já que toda a operação acontece de forma on-line. A manutenção dos equipamentos também é simples e com custo reduzido, com a maior parte de eventuais ocorrências podendo ser solucionados remotamente.

O funcionamento do Ticket Restaurante Mobile é simples: o entregador leva consigo um celular com um aplicativo desenvolvido especialmente para essa função de pagamento. Ao chegar no local de entrega, digita no celular o número do cartão Ticket Restaurante do usuário. Em seguida, é inserido o valor da compra e é solicitado ao usuário que confira o valor, seus dados e do estabelecimento em que a compra está sendo efetuada. Somente após esse processo a senha pessoal é utilizada e o pagamento, concluído. A operação acontece de maneira muito rápida.

Inicialmente o serviço está em funcionamento no Estado de São Paulo em algumas unidades de grandes redes, como China in Box, Pizzaria Esperança, entre outros. A expectativa da Ticket é que, até o final do ano, existam 1.000 aparelhos celulares em funcionamento e 500 estabelecimentos credenciados ao Mobile. A partir do primeiro semestre de 2010 será iniciada a segunda parte do projeto, que prevê a expansão desse serviço aos outros Estados do Brasil.

Operações com cartões ainda não voltou ao nível de 2008


Operações com cartões ainda não voltou ao nível de 2008, diz VisaNet
23/09/2009
Apesar das perceptíveis melhoras na economia brasileira, a volta do crescimento das operações com cartões de crédito ainda não retomou os níveis pré-crise de 2008, segundo informações do presidente da VisaNet, Rômulo de Mello Dias.

O executivo disse a jornalistas, após palestra para profissionais do mercado de capitais, que ainda não atingimos o mesmo ritmo do ano passado, quando a companhia registrou aumento de 28%, enquanto que no primeiro semestre de 2009 o crescimento recuou para 22%.

Para Dias, o efeito do esfriamento dessas ações sobre as operações da empresa, desde o quarto trimestre de 2008, está sendo amenizado em parte pelo crescente número de cartões de crédito e débito, porém, em detrimento de outras formas de pagamento, como cheques e dinheiro.

Com estratégia, o presidente anunciou que irá intensificar os esforços, juntamente com bancos e lojistas, para ampliar o uso dos cartões. Segundo ele, pesquisas apontam que somente 23% dos portadores de cartões de débito sabem que ele pode ser usado para compras diretas em lojas.

Para isso, a companhia visa ampliar o programa que permite aos clientes "sacar" dinheiro nas lojas, ao receberem troco de pagamentos feitos com cartões de débito em dinheiro.
Fonte: Com informações da Reuters

E-commerce ainda encontra barreiras em economias mais desenvolvidas


E-commerce ainda encontra barreiras em economias mais desenvolvidas
24/09/2009
O comércio de produtos por meio da internet ainda representa um desafio a alguns países com economia mais desenvolvida do que a brasileira, apesar de terem uma grande penetração de usuários de internet e celulares. Esta é a visão trazida por representantes de consultorias de sete países ligadas à consultoria Ebeltof, que está presente e outros 12 países, indicaram ser este o comportamento de sete destas nações.

Na França, por exemplo, o e-commerce ainda representa 3% das vendas varejistas, e 95% destas transações ocorrem nas lojas. “Os clientes estão sempre com pressa, e com sensação de falta de tempo”, afirma Laurent Guiral, diretor da Dia Mart, consultoria localizada na França. O executivo disse ainda que 62% da população tem acesso à internet. “Porém o custo de acesso ao canal é muito caro”, ele explica.

Já Maureen Atkinson, sócia sênior da JC Williams, consultoria canadense, aponta para a tendência de pedidos feitos online, mas com entrega de produtos em pontos físicos do varejista. “Há ofertas online, mas você busca o produto na loja”, explica Maureen, que diz ainda que “o país é imaturo para o e-commerce, e não apresenta atualmente perspectivas de mudança”. Guiral, da consultoria francesa, também relatou esta experiência em seu país.

Além da entrega de produtos nas lojas quando o pedido é feito online, Magda Espuga, sócia diretora da Kiss Retail, empresa espanhola de aconselhamento para o varejo, revela ainda que no país “há altos custos para o uso da internet e operações logísticas”. No Canadá, o varejo tem uma cultura muito forte de comercialização por catálogos, o que ajuda a dificultar a implementação do e-commerce.

Thomas Rotthowe, diretor do gruppe Nymphemburg, consultoria alemã, diz que “ter uma estrutura física é sim essencial para clientes entrarem em contato com o produto”, ponto endossado por Espuga, da Espanha. Já Brian Walker, diretor da australiana The Retail Doctor, complementa este pensamento de ambos executivos com a opinião de que “a exposição online ajuda a melhorar loja física”. Testemunhos nas redes sociais, com opiniões de serviços e produtos, de acordo com Walker, “poderiam ajudar uma marca a agregar mais valor”.

Segundo Luis Rosário, sócio do Instituto de Marketing Researching (IMR) de Portugal, “os varejistas não sabem como fazer e-commerce ainda, e nem para quem pedir ajuda”, sendo que tais investimentos necessitam de custo baixos. O executivo diz ainda que transações de compra online em seu país tem maior aceitação no setor financeiro.

Michaek Skou, diretor do Retail Institute Scandinavia, consultoria dinamarquesa, demonstrou que as práticas de e-commerce no país vem avançando, tendo em 2007 crescido 28%, com expectativa de aumentar em até 14% em 2009, e em até 17% em 2010. “Internautas usam este canal para comprar porque na Dinamarca sai mais barato”, Skou explica. Porém, ele diz que o país ainda não tem grandes varejistas, “o que faz com que se procure outros mercados para comprar”, ele finaliza.

Por Elena Oliveira

Bacen conclui análise sobre indústria de cartões

Bacen conclui análise sobre indústria de cartões
01/10/2009
As equipes técnicas do Banco Central do Brasil (BC), da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE) e da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) encaminharão aos três Ministros um conjunto de medidas a ser adotado, após o término da análise sobre a indústria de cartões de pagamentos no Brasil, no sentido de atender às recomendações do estudo.
Entre as medidas estão a abertura da atividade de credenciamento do setor; a interoperabilidade de redes e de POS (terminal de captura de transações); a neutralidade nas atividades de compensação e liquidação.
O BC também enviará entre as medidas, a sugestão de fortalecimento de esquemas nacionais de cartões de débito e a transparência na definição da tarifa de intercâmbio.
O cronograma de implementação das medidas será definido pelas autoridades. Em paralelo, os reguladores estão discutindo outras medidas, que, depois de submetidas aos Ministros, terão encaminhamentos institucionais distintos, dependendo do escopo.