quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Lucro da VisaNet cresce 34,8% no 3º trimestre


Lucro da VisaNet cresce 34,8% no 3º trimestre

A VisaNet registrou lucro líquido de R$ 396,7 milhões no terceiro trimestre de 2009, um crescimento de 34,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita operacional líquida da companhia somou R$ 924,4 milhões no período encerrado em Setembro, um aumento de 28% sobre o mesmo trimestre de 2008.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado no terceiro trimestre foi de R$ 626,6 milhões, um aumento de 37,9% em relação ao mesmo período de 2008. A margem Ebitda ajustado atingiu o recorde de 67,8% no trimestre encerrado em Setembro, um aumento de 4,9 p.p. em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

No terceiro trimestre de 2009, o volume financeiro de transações da empresa somou R$ 54,2 bilhões, um aumento de 21,3% na comparação com o mesmo período de 2008. As transações com cartões de crédito processadas pela VisaNet somaram R$ 34,2 bilhões até Setembro, crescimento de 20,8% sobre o terceiro trimestre do ano passado. Enquanto as operações com cartão de débito somaram R$ 20 bilhões, 22,1% acima do volume registrado no período encerrado em Setembro de 2008.

No terceiro trimestre, a receita de transações com cartão de crédito alcançou R$ 512,4 milhões, um aumento de 22,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já a receita de transações com cartão de débito somou R$ 155,9 milhões no trimestre encerrado em Setembro, um crescimento de 19,9% em relação ao mesmo exercício de 2008. A receita com aluguel de equipamentos (POS) totalizou R$ 268,1 milhões até Setembro, valor 17,3% acima do registrado no terceiro trimestre de 2008.

Presente em todo o território nacional, a VisaNet chegou a Setembro de 2009 com operações em 5.427 dos 5.564 municípios brasileiros, o que corresponde a uma cobertura de 97,5% do país e mais de 1,6 milhão de estabelecimentos cadastrados.

Cartão de crédito representa mais de 1/3 das dívidas


Cartão de crédito representa mais de 1/3 das dívidas, diz Serasa

O cartão de crédito é responsável por 36,8% do total de endividamento dos consumidores, segundo uma pesquisa divulgada pela Serasa Experian nesta quarta-feira (28), durante evento de crédito e cobrança realizado em São Paulo.

De acordo com o estudo, apesar do cartão ser responsável pela maioria das dívidas, é também o produto que mais gera regularização de inadimplentes, com índice de 41,7% de recuperação. “A explicação para isso é que os consumidores priorizam o pagamento das dívidas do cartão para poderem comprar novamente, sem precisar utilizar dinheiro vivo”, afirma Laércio de Oliveira Pinto, presidente de negócios pessoa jurídica da Serasa Experian.

Em segundo lugar entre os maiores causadores de inadimplência está o varejo (lojas e supermercados), que concentra 20,4% dos devedores. “O varejo é o destaque negativo, já que concentra boa parte dos inadimplentes e seu índice de recuperação de crédito é de apenas 8,7%”, diz o executivo.

A pesquisa constatou também que a maioria dos devedores (60%) tem renda de até R$ 1 mil e 90,8% tem filhos. “Os inadimplentes se definiram como compradores impulsivos. Mesmo sabendo da dificuldade de pagar, a vontade é incontrolável”, afirma Oliveira.

Em relação às dívidas regularizadas, 40% era de até R$ 500 e 16,5% variava de R$ 500 a R$ 1 mil, de acordo com o levantamento.

Outro ponto apontado no estudo é a utilização de internet pelos inadimplentes. A pesquisa constatou que 60,4% dos devedores acessa a internet regularmente. “Isso nos faz estudar novas formas de envio de correspondências para essas pessoas, como por e-mail, por exemplo”, diz Oliveira.

O Serasa ouviu consumidores inadimplentes de todas as classes sociais nas capitais e grandes cidades do País.

Por Diego Lazzaris

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Inadimplência com cheques marca 1,94% em setembro









Inadimplência com cheques marca 1,94% em setembro, diz Serasa

A inadimplência com cheques no Brasil foi de 1,94% em setembro de 2009, o menor nível desde outubro de 2008, mês em que em que os efeitos da crise internacional já começavam a serem sentidos no País. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pela Serasa Experian.

O cheque é considerado desprovido de fundos, a partir de sua segunda devolução. Na comparação anual, a inadimplência com cheques cresceu 8,4%. No acumulado de nove meses, a alta no número de cheques devolvidos foi de 13,8%.

No entanto, o índice apresentou queda de 1% na comparação com agosto deste ano. Segundo os analistas da Serasa, este decréscimo se deve à recuperação do mercado de trabalho, melhorando as condições de renda e de emprego dos consumidores, e ao processo de reequilíbrio do fluxo de caixa das empresas, após terem passado por vários meses de dificuldades operacionais e de acesso ao crédito, especialmente as micro e pequenas empresas.

Para os meses seguintes, os especialistas prevêem a manutenção do crescimento econômico e ligeiras reduções no percentual de devolução de cheques.

Redecard analisa medidas do BC




Medidas do BC para cartões podem levar setor a autorregulação, diz Redecard

A partir de novos pontos estabelecidos no início deste mês para a indústria de cartões de crédito pelo Banco Central (BC), e que ainda necessita de aprovação dos Ministérios da Fazenda e da Justiça, bem como do presidente do Bacen, o setor deverá passar por um processo de autorregulação para adequação aos cinco pontos propostos pelos órgãos oficiais. Esta é a visão de Roberto Medeiros, presidente da Redecard. “Vejo nesses cinco pontos uma probabilidade bastante grande de autorregulação”, afirma o executivo.

Dentre as medidas anunciadas em 02 de outubro, estão a abertura da atividade de credenciamento do setor, a interoperabilidade de redes e de POS (terminal de captura de transações), a neutralidade nas atividades de compensação e liquidação, além da sugestão de fortalecimento de esquemas nacionais de cartões de débito e a transparência na definição da tarifa de intercâmbio. O objetivo é gerar maior competitividade no setor, o que poderia inclusive levar à maior abertura deste mercado, atualmente caracterizado por um duopólio da VisaNet e Redecard.

Medeiros afirmou ainda que percebe que “estamos caminhando para autorregulação, que é maneia mais rápida, mais simples, e menos sujeita a intempéries”, abordando que esta tem sido a postura da associação com quem o BC tem discutido a questão. A declaração foi feita em decorrência de discussões da forma como serão aprovadas as medidas, se por regulação do Bacen, via Congresso ou Conselho Monetário Nacional.

De acordo com Medeiros, a companhia que preside atualmente tem atuação que vai de encontro a estes pontos estabelecidos, referindo-se à interoperabilidade de bandeiras nos POS da Redecard. Ele diz que os terminais podem capturar, além da bandeira Mastercard (crédito e débito), a Dinners, para débito, a Aura, para crédito, dentre outras. Dentro de um ano, ele comenta que os terminais já irão também capturar bandeiras de voucher, voltadas ao pagamento de alimentação, refeição e combustíveis.

“Capturarmos novas bandeiras é questão de poder fazer download dos softwares”, acrescentando que algumas bandeiras exigem que se esteja em compasso com o que elas já têm. “Podermos capturar uma nova bandeira é questão de ter processos, procedimentos e capacidade de fazer download de software nesses terminais, o que a gente já temos, visto que somos multibandeira”.

Sobre a possibilidade de também ter receptividade de cartões Visa em seus terminais, Medeiros diz que a Redecard já tem o set up de processos. “O que a gente precisa de fato agora é ter oficializada a licença da Visa. É de maior interesse nosso capturar Visa, assim como deve ser de interesse da Visa essa negociação”, declara o executivo.

Outro ponto que, de acordo com Medeiros, coloca a empresa em situação de vantagem em atender os pontos estabelecidos pelo anúncio do Banco Central está no fato de que no mês de setembro, a Redecard recebeu o PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard), certificação concebida globalmente pelo PCI Security Standards Council, entidade fundada por bandeiras internacionais de cartões de pagamentos. Com isto, a instituição atestou à Redecard a adequação a normas universais de garantia de padrões a serem seguidos pelas empresas atuantes no mercado de cartão de crédito, o que confere à adquirente uma oferta de serviços mais seguros.

Por Elena Oliveira

Pré-datado corresponde a 79,5% dos cheques emitidos em setembro








Pré-datado corresponde a 79,5% dos cheques emitidos em setembro

O número de cheques pré-datados correspondeu a 79,5% do total de folhas emitidas em setembro, queda de 0,34% sobre o mês anterior e de 1,23% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da Telecheque, divulgada nesta quinta-feira (22).

O levantamento aponta que o setor de vestuário liderou o ranking de cheques pré-datados no mês passado, com 89,6% de participação, seguido por móveis e artigos para o lar (87,1%), calçados (86,4%) e supermercados (85,1%).

Regionalmente, o Norte aparece no topo da lista de emissões de cheques pré-datados, com 84,3%; seguido pelo Nordeste (83,4%), Centro-Oeste (81,0%), Sudeste (80,2%) e Sul (73,6%).

“O cheque pré-datado é uma criação do varejo brasileiro e hoje destaca-se como uma das principais ferramentas de crédito do país”,destaca José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da TeleCheque. O executivo acrescenta que especialmente durante a crise, com a baixa oferta de crédito, “o pré-datado foi a solução para os consumidores manterem suas compras”.

Praxedes Neto prevê que, até o final do ano, as emissões de pré-datados cheguem a 82%.

Cartão com chip do Banrisul ganha prêmio







Cartão com chip do Banrisul ganha prêmio como solução mundial

O Banrisul recebeu o prêmio de melhor solução mundial de tecnologia bancária em 2009 pelo desenvolvimento do cartão de conta corrente com chip inteligente. A premiação foi entregue durante a Conferência Mundial do Sistema MULTOS, na Malásia, que contou com a presença do superintendente da Unidade de Segurança da Tecnologia da Informação da instituição financeira, Jorge Krug.

A solução é baseada em um único cartão oferecer múltiplas aplicações, suportando os serviços financeiros e também de governo eletrônico. Krug salientou que o modelo do Banrisul e do estado do Rio Grande do Sul, através da Autoridade Certificadora do RS (AC-RS), acabou superando outras soluções mundiais, “como, por exemplo, do cartão múltiplo de identidade do cidadão da Arábia Saudita”.

O cartão com chip do Banrisul, de acordo com a instituição, permite acesso aos serviços de Internet banking com segurança, além da portabilidade da certificação digital para acessar sites, como da Receita Federal, e assinar documentos eletrônicos reconhecidos pela Justiça brasileira, entre outros serviços. O novo cartão do Banco pode ser utilizado, ainda, nas operações pelo Banricompras, caixas eletrônicos e nas agências.

O MULTOS é o sistema operacional do cartão com chip do Banrisul e tem como um de seus atributos competitivos a capacidade de suportar várias aplicações. Com isso, o MULTOS permite que um cartão seja usado tanto para transações de débito e crédito, baseado no padrão internacional EMV, quanto para segurança nas operações de Internet banking e certificação digital da Autoridade Certificadora do Estado, baseado no padrão do ICP-Brasil.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Campanha defende uso consciente do cartão de crédito












Campanha defende uso consciente do cartão de crédito

Desde que foram acusadas de suposto abuso de poder econômico e obtenção de lucros injustificados, em abril passado, as empresas que controlam o mercado de cartões de crédito no Brasil optaram pela discrição, submergindo no front da opinião pública. O setor agora reage. A Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) dá hoje início a uma campanha publicitária para enaltecer as vantagens do uso de cartões de crédito e para orientar os consumidores a controlar seus gastos.
O plano de mídia inclui jornais, revistas, rádio e internet. Em programas de TV, a campanha será feita inteiramente por meio de merchandising.
Outro objetivo da iniciativa é esclarecer dúvidas e dissipar críticas feitas por lojistas. "A campanha não tem relação com as críticas que temos recebido", disse à Folha PauloCaffareli, presidente da ABECS. "É apenas coincidência".

Bola de neve

Segundo Caffareli, a ABECS identificou, em uma pesquisa realizadas pelo Datafolha no final do ano passado, que o consumidor muitas vezes tem receio de utilizar o cartão por achar que não terá controle sobre seus gastos. E que, apesar de ser prático, o cartão pode gerar o efeito "bola-de-neve".
A ABECS acredita ainda que poderá esclarecer por que, nas transações com cartão de crédito no Brasil, o prazo entre a data da compra e a data do crédito ao estabelecimento é de trinta dias, enquanto no exterior é de apenas dois dias. "O lojista recebe em 30 dias porque, no Brasil, o usuário do cartão tem 30 dias sem juros para pagar o cartão", diz ele. Em uma peça publicitária a que a Folha teve acesso, explica-se como uma personagem chamada Paula, esteticista, usa seu cartão de crédito para controlar os gastos. "[Paula] Soma os comprovantes para não extrapolar nas compras e sempre paga o valor total da fatura para não arcar com os juros."
Em abril, estudo divulgado pelo governo concluiu que o mercado brasileiro de cartões é extremamente concentrado, impede a entrada de novos participantes e, por isso, precisa passar por profunda reformulação para repassar ganhos de escala e beneficiar a economia como um todo.

Autor(es): MARCIO AITH - Folha de São Paulo