quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Inadimplência com cheques cresce 9,4% em julho



19/08/2009

O volume de cheques devolvidos por mil compensados cresceu 9,4% em julho de 2009, na comparação com junho, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. No mês passado, foram devolvidos 22,1 cheques a cada mil compensados, e em junho, 20,2.

No período, houve 2,31 milhões de devoluções de cheques, e 104,52 milhões de compensações. Em junho, foram 2,14 milhões de cheques devolvidos, e 105,96 milhões de compensados.

De acordo com a Serasa, o aumento da inadimplência deve-se aos presentes para o Dia dos Namorados, financiados com cheque pré-datado, que tiveram o vencimento da 2ª parcela; às compras por causa do inverno mais rigoroso, aos maiores gastos nas férias em viagens domésticas, em detrimento aos destinos para o exterior com maior incidência de gripe suína, e ao maior número de dias úteis em julho (23), em relação a junho (21).

Na comparação anual, o aumento foi de 11%. No sétimo mês do ano passado, foram devolvidos 19,9 cheques por mil compensados, com um total de 2,36 milhões de devolvidos, e 118,49 milhões de compensados.

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Governo prepara diagnóstico do setor

O Ministério da Fazenda, a pedido do presidente Lula, prepara um diagnóstico para saber por que os juros cobrados nas operações de cartões de crédito são bem mais altos que os outros empréstimos. O secretário de Acompanhamento Econômico (Seae), Antonio Henrique Silveira, antecipou que a resposta será conhecida no final de setembro, justamente quando o governo irá divulgar novas regras de regulamentação do setor.
Cresce a pressão governamental para que aconteça um "auto ajuste" no mercado de cartões.
É sabido por todos que atuam no mercado brasileiro de cartões que o governo deseja aumentar a competitividade do setor e reduzir a sua concentração. Estudo elaborado por técnicos do Banco Central do Brasil demonstram essa enorme concentração e as margens de lucro extremamente superiores a qualquer outro segmento ecônomico.
Vamos esperar para ver o que vem por aí. Este blog defende a competição em igualdade de condições para todos e a redução do gigantismo das bandeiras e das redes de adquirência.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

SDE adota medida preventiva contra VisaNet


06/08/ 2009 21:47 BRT

BRASÍLIA (Reuters) - A Secretaria de Direito Econômico (SDE), vinculada ao Ministério da Justiça, instaurou nesta quinta-feira processo administrativo para investigar uma possível conduta anticompetitiva da VisaNet e da Visa International.
“O objeto do processo é a relação de exclusividade existente entre o Grupo Visa e a VisaNet do Brasil, que faz com que a VisaNet do Brasil seja a única credenciadora de estabelecimentos comerciais para aceitar cartões de pagamento Visa”, segundo nota no site do Ministério da Justiça.
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a VisaNet afirmou que “apresentará oportunamente sua defesa e avaliará eventuais recursos, sempre em colaboração com as autoridades competentes para elucidação dos fatos suscitados, no sentido de evidenciar a improcedência das alegações”.
Há duas semanas, a SDE iniciou processo contra a Redecard, neste caso por indícios de imposição de “cláusulas comerciais abusivas” aos chamados “facilitadores”, agentes que operam no comércio eletrônico intermediando o pagamento de compras online sem necessidade de que os clientes repassem informações financeiras às lojas virtuais.
Na ocasião, a Redecard disse que tem mantido conversas com agentes do comércio eletrônico para “rever os termos dos contratos existentes” e iria colaborar com as autoridades para elucidação dos fatos.
No caso de VisaNet e Visa International, segundo a SDE, existem indicações de que a exclusividade da bandeira Visa causa efeitos altamente negativos para a sociedade, “reduzindo substancialmente as pressões competitivas que poderiam existir no setor”.
“Em vista da gravidade da conduta e do perigo de lesão irreparável ao mercado, a SDE adotou uma medida preventiva a fim de suspender os efeitos da exclusividade e permitir que empresas interessadas em serem credenciadoras Visa possam exercer essa atividade”, informou a SDE.
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE57600K20090807

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Clientes de cartões de crédito estão satisfeitos


27/07/2009

Os clientes de seguros de automóveis e cartões de crédito bancários estão muito satisfeitos com seus fornecedores, mas esse sentimento não contribui para um alto nível de lealdade, que gira em torno de 50 e 51 pontos. As informações foram divulgadas pela pesquisa "Índice Ipsos de Satisfação de Clientes com Serviços", realizada pela Ipsos Loyalty, divulgada nesta segunda-feira (27).

Os setores de serviços que têm maior índice de fidelidade são aqueles em que as empresas detêm exclusividade no fornecimento, como energia elétrica, gás e água potável.

Estes setores que possuem índices, respectivamente, de 60, 58 e 56 pontos, sendo que a variação vai de 0 a 100 pontos. Segundo o estudo isso ocorre apesar de uma grande diferença nos níveis de satisfação com esses serviços. Enquanto os setores de energia elétrica e água apresentam níveis medianos de satisfação, 74 e 75 pontos, o setor de gás apresentou o melhor Índice de Satisfação entre todos os 16 setores estudados, com 84 pontos.

Por outro lado, os setores de supermercados, shopping centers e cartão de crédito de lojas, que recebem boas avaliações com respeito à satisfação de seus serviços, apresentam baixos índices de lealdade dos clientes. Para se ter uma ideia, nestes setores a relação pode ser medida com a seguinte pontuação: 43 lealdade e 75 satisfação em supermercados, 31 lealdade e 76 satisfação com shopping centers e 41 lealdade e 77 satisfação com cartões.

Podemos ressaltar o índice de lealdade aos shoppings centers, que é o menor dos setores estudados. Ele lidera o ranking de facilidade de mudança por parte do cliente, com 71 pontos; seguido por cartões de crédito de lojas (67); e bancos (66), que empatam com seguro de automóvel.

A satisfação com o seguro de automóvel (82 pontos) só fica atrás do gás residencial, com 84 pontos. Assim, se por um lado o ser humano é um tanto avesso às mudanças, por outro lado está sempre buscando o novo.

No sentido inverso, os clientes de telefonia fixa residencial não apresentam os piores níveis de lealdade apesar de seus baixíssimos níveis de satisfação geral com os serviços prestados por seus fornecedores. A relação foi verificada em 46 pontos lealdade e 61 satisfação. Quando questionado sobre a facilidade de mudança de fornecedor, o telefone fixo ficou com uma das menores pontuações, 51, perdendo somente para a TV por assinatura (45 pontos), o que evidencia que a portabilidade ainda não está sendo utilizada plenamente pelos clientes.

O estudo mostra, assim, que a relação entre satisfação e fidelidade/lealdade não é uma equação direta, e que muitos fatores podem afetar a fidelidade dos clientes. Além dos fatores internos do fornecedor, a fidelidade dos clientes depende da natureza da categoria, das barreiras à mudança (variável de acordo com o perfil dos clientes) e da oferta de fornecedores no mercado.

CNDL ameaça entrar com ação contra a Redecard e VisaNet


28/07/2009



As empresas Redecard e VisaNet estão sendo ameaçadas pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em ação judicial, pela acusação de formação de cartel e abuso de poder econômico.

De acordo com a instituição, não existe uma concorrência entre as duas empresas que concentram o setor de cartões de crédito no Brasil. A CNDL também defende que a Câmara dos Deputados aprove a emenda incluída na medida provisória 460, que autoriza as empresas a cobrar menos dos consumidores que pagarem com dinheiro. Com uma previsão de descontos de 5% a 10% em compras pagas à vista.

A Secretaria de Direito Econômico aceitou na última semana a denúncia da Associação Brasileira de Internet e abriu processo contra a Redecard. A associação diz que empresa impôs contrato abusivo. A CNDL afirma que a decisão da SDE pode embasar a ação judicial que pretende mover.

Redecard lucra R$ 343,3 milhões no 2º trimestre


Redecard lucra R$ 343,3 milhões no 2º trimestre
24/07/2009

A Redecard registrou lucro de R$ 343,3 milhões no segundo trimestre deste ano, valor 34,1% superior aos R$ 256,0 milhões do mesmo período do ano passado. Este resultado é uma combinação do crescimento da receita do comportamento favorável dos Custos Totais dos Serviços Prestados e das Despesas Operacionais, que, somados, cresceram apenas 5,7% no período.

A receita totalizou R$ 740,3 milhões, representando um crescimento de 23,2% sobre o mesmo trimestre do ano anterior, quando o montante chegou a R$ 601,1 milhões. A Redecard capturou R$ 34,9 bilhões em transações com cartões de crédito e débito no período, representando um crescimento de 18,2% sobre o registrado no mesmo período de 2008.

O volume financeiro com cartões de crédito atingiu R$ 23,5 milhões, aumento de 18,4% se comparado aos R$ 18,8 mihões do mesmo período do ano passado. Já os cartões de débito somaram R$ 11,4 milhões, elevação de 17,8% se comparado aos R$ 9,6 milhões do segundo trimestre de 2008.

O Ebtida ajustado da Companhia somou R$ 533 milhões no segundo trimestre, tendo alta de 31,2% antes o mesmo período do ano passado, quando o montante chegou à R$ 406,3 milhões.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Governo analisa regras para cartão de crédito

Está marcado para sair em setembro o marco regulatório em estudo por uma equipe econômica do governo e do Ministério da Justiça, que visa regulação do mercado de cartões de crédito no Brasil, estimulando a redução das tarifas cobradas pelas administradoras de cartão de crédito tanto para o lojista como para o consumidor final, segundo uma fonte do governo.

Não há a intenção por parte do governo de tabelar as tarifas cobradas pelos cartões de crédito, mas de fixar regras claras para cobrança, prazos de pagamento a lojistas e relação entre as bandeiras e os bancos.

A expectativa do governo é de estimular o setor a uma autorregulação e fixação de preços menores, com menores taxas de lucro e inserção maior de concorrência. Hoje, o setor de cartões de crédito está nas mãos apenas da Visanet e a Redecard (Mastercard).

O Banco Central os ministérios da Fazenda e da Justiça apontaram durate audiência pública a necessidade de medidas legais a serem encaminhadas à apreciação do Congresso Nacional.